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Proteína de folhas pode alimentar humanidade após desastres globais

Pesquisadores da Universidade de Canterbury investigam se proteínas e açúcares extraídos de fibras vegetais podem sustentar populações em cenários de colapso alimentar global. O estudo busca alternativas práticas para evitar a fome em massa quando sistemas agrícolas forem severamente interrompidos. A descoberta é crucial para agricultores e a natureza, pois propõe o aproveitamento de resíduos vegetais como fonte nutricional emergencial. Isso amplia a resiliência alimentar sem demandar novas áreas de cultivo, transformando folhas e fibras em recursos estratégicos para segurança alimentar pós-desastre.

Phys.org Biology 13 de junho
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Urbanismo deve incorporar florestas às cidades, defendem pesquisadores

As grandes cidades não podem mais dar as costas para as florestas e devem incorporá-las ao urbanismo atual. Presente em civilizações antigas que habitaram a Amazônia, por exemplo, essa é uma ideia resgatada e defendida por pesquisadores e ativistas, como o escritor italiano Stefano Mancuso, referência internacional nos estudos sobre a inteligência das plantas. Mancuso foi um dos participantes da 3ª edição do Seminário Internacional Transmutar, realizado pelo Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG), no último final de semana. Notícias relacionadas:Desmatamento na Amazônia cai 61,4% em maio de 2026.Governo recorrerá contra mudanças no Código Florestal, diz Capobianco.Soluções do Sul Global são protagonistas do Rio Nature & Climate Week.O escritor e pesquisador apresentou o conceito das fitópol

Ana Cristina Campos - Repórter da Agência Brasil 13 de junho
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Gene viral da era jurássica pode ter permitido que caramujos-maçã botassem ovos em terra firme

Pesquisadores descobriram que um gene viral antigo, incorporado ao DNA do caramujo-maçã (Pomacea canaliculata) há milhões de anos, foi crucial para que essa espécie invasora pudesse depositar seus ovos fora d'água. Essa adaptação permitiu que as massas de ovos tóxicos, que lembram cachos de uva rosa, aderissem a plantas e pedras em áreas úmidas e agrícolas. A descoberta é importante porque o caramujo-maçã está na lista das 100 piores espécies exóticas invasoras do mundo, causando danos a plantações aquáticas e ecossistemas. Entender a origem genética dessa capacidade reprodutiva pode ajudar no desenvolvimento de estratégias de controle mais eficazes para proteger a agricultura e a biodiversidade.

Phys.org Biology 12 de junho
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Projeto inédito cria banco vivo de jaborandi, planta amazônica usada no tratamento do glaucoma

Uma planta amazônica fundamental para a medicina moderna está no centro de um projeto inovador de conservação desenvolvido na Floresta Nacional de Carajás, no Pará. O jaborandi (Pilocarpus microphyllus), única fonte natural conhecida da pilocarpina — composto usado no tratamento de glaucoma, síndrome de Sjögren e xerostomia —, é classificado como vulnerável na Lista Vermelha […]

Agência Bori 12 de junho
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Agricultura

Aumentos graduais na luz e no fotoperíodo melhoram eficiência e biomassa do manjericão

Pesquisadores descobriram que aumentar gradualmente a intensidade luminosa e o fotoperíodo ao longo do cultivo do manjericão melhora a eficiência do uso da luz e a produção de biomassa, mesmo mantendo a mesma quantidade total diária de luz. O estudo comparou regimes constantes com aumentos progressivos, mostrando que plantas expostas a mudanças graduais desenvolveram maior massa seca e melhor aproveitamento da energia luminosa. Essa descoberta é relevante para agricultores que cultivam em ambientes controlados, como estufas e fazendas verticais, pois permite otimizar a iluminação sem aumentar o consumo de energia. Ao imitar condições naturais de transição luminosa, é possível obter plantas mais produtivas e eficientes, reduzindo custos operacionais e melhorando a sustentabilidade da produção indoor de ervas aromáticas.

Nazmin Akter 12 de junho
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Mutante de milho induzido por EMS revela rede genética que aumenta resistência à seca

Pesquisadores identificaram um mutante de milho, chamado ems21S373204, que apresenta maior tolerância à seca, mantendo folhas verdes e maior taxa de sobrevivência. O segredo está em ajustes fisiológicos que preservam a água e a integridade das membranas celulares mesmo sob déficit hídrico. A análise genética mostrou que a resistência envolve a ativação do gene NCED6, ligado ao hormônio ABA, e a supressão de outros processos. Essa descoberta abre caminho para o desenvolvimento de variedades de milho mais resilientes, beneficiando agricultores em regiões sujeitas a estiagens.

Xiaodong Wang 12 de junho
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Agricultura

Luz suplementar afeta crescimento de quinoa de forma diferente entre genótipos sob estresse salino

Pesquisadores descobriram que a qualidade da luz influencia o desenvolvimento vegetativo da quinoa de maneira dependente do genótipo, especialmente sob condições de salinidade moderada. O estudo testou quatro variedades da planta, incluindo duas comerciais e duas variedades locais equatorianas, expostas a luz branca de amplo espectro suplementada com luz de banda estreita. Os resultados mostram que a interação entre genótipo e qualidade da luz pode ser crucial para otimizar o cultivo da quinoa em solos salinos. Como a quinoa é uma cultura promissora para agricultura resiliente devido à sua tolerância à seca e salinidade, entender como a luz modula suas respostas ao estresse abre caminho para estratégias de cultivo mais eficientes em regiões áridas e semiáridas.

Milton Gordillo-Romero 12 de junho
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Agricultura

CoNutriNet: arquitetura de IA com DenseNet e atenção gráfica detecta deficiências nutricionais em café

Pesquisadores desenvolveram o CoNutriNet, um sistema de inteligência artificial que combina duas redes neurais (DenseNet121 e GEAFNet) para classificar deficiências nutricionais em folhas de café. A tecnologia identifica automaticamente sinais de falta de nutrientes com alta precisão, superando a inspeção visual manual. A descoberta é crucial para cafeicultores, pois permite diagnóstico rápido e preciso em larga escala, reduzindo perdas na qualidade dos grãos e na produtividade. O método automatizado substitui avaliações subjetivas e demoradas, viabilizando intervenções mais eficientes no manejo nutricional das lavouras.

Dhivyaa P. V. 12 de junho
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Ciência

Óleos essenciais e ácido ascórbico controlam oídio em pepino sem fungicidas sintéticos

Pesquisadores testaram óleos essenciais de alho e cominho, além de ácido ascórbico, como alternativas ecológicas aos fungicidas sintéticos no controle do oídio em pepino. Os tratamentos reduziram significativamente a doença, melhoraram o crescimento e a produtividade das plantas, e ativaram mecanismos de defesa bioquímicos, como aumento de enzimas antioxidantes e compostos fenólicos. A descoberta é importante porque oferece uma solução sustentável para agricultores, diminuindo a dependência de químicos prejudiciais ao meio ambiente e à saúde humana. Além disso, os óleos essenciais e o ácido ascórbico são de baixo custo e acessíveis, podendo ser integrados ao manejo integrado de SAIs na produção de pepino e outras culturas.

Hanaa S. Omar 12 de junho
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Nanomateriais de alcaçuz e goji aumentam tolerância ao calor na soja

Pesquisadores descobriram que a aplicação foliar de nanomateriais derivados de alcaçuz e goji berry (LW-CNs) melhora significativamente a tolerância ao calor em mudas de soja. O tratamento aumentou o peso fresco e seco, área foliar e fotossíntese, além de reduzir danos oxidativos nas plantas sob estresse térmico. A descoberta é crucial para agricultores em regiões de clima extremo, como o sul de Xinjiang, onde altas temperaturas limitam a produtividade da soja. Os nanomateriais ajudam a manter o equilíbrio de espécies reativas de oxigênio, oferecendo uma estratégia sustentável para proteger lavouras contra ondas de calor sem produtos químicos sintéticos.

Jie Liu 12 de junho
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Agricultura

Módulo genético CsPHL11-CsPAL2 explica como quito-oligossacarídeos aumentam tolerância ao frio em pepino

Pesquisadores descobriram que a aplicação de quito-oligossacarídeos (COS) ativa o módulo genético CsPHL11-CsPAL2 em mudas de pepino, aumentando significativamente a tolerância ao frio. O tratamento reduziu danos celulares e estresse oxidativo, enquanto estimulou o acúmulo de prolina e enzimas antioxidantes. A descoberta é crucial para agricultores que cultivam pepino em estufas, pois oferece uma estratégia molecular para proteger as plantas contra geadas e baixas temperaturas. Compreender esse mecanismo pode levar ao desenvolvimento de variedades mais resistentes e ao uso mais eficiente de bioestimulantes naturais na agricultura.

Wendi Meng 12 de junho
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Plantas revelam poluição oculta por PFAS que solos não detectam, aponta estudo

Pesquisadores descobriram que plantas podem indicar contaminação recente por PFAS (substâncias químicas persistentes) vinda do ar, mesmo quando o solo parece limpo. Em campos agrícolas perto de zona de conflito em Israel, folhas de batata apresentaram concentrações muito maiores de certos PFAS do que o solo ao redor, sugerindo exposição direta pela atmosfera, não apenas absorção pelas raízes. Isso importa porque os PFAS são tóxicos e persistentes, e métodos tradicionais de monitoramento apenas no solo podem subestimar riscos. Para agricultores e a natureza, o achado destaca a necessidade de avaliar a contaminação do ar e das plantas, especialmente perto de fontes como aeroportos ou indústrias, para proteger cultivos e a saúde humana.

Phys.org Biology 11 de junho
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Agricultura

Estudo revela que proteínas “silenciosas” do mal da vaca louca podem infectar outras espécies

Pesquisadores da Universidade de Calgary e colaboradores internacionais descobriram que proteínas priônicas “silenciosas” associadas à doença debilitante crônica (CWD) em cervídeos podem, em testes de laboratório, infectar outras espécies. Isso sugere um risco até então desconhecido de transmissão entre animais de diferentes grupos. A descoberta é crucial para a agricultura e a vida selvagem, pois alerta que a CWD, até então restrita a veados e alces, pode representar ameaça a outros herbívoros e potencialmente ao gado. O estudo reforça a necessidade de monitoramento rigoroso para evitar surtos que afetem ecossistemas e a produção de alimentos.

Phys.org Biology 11 de junho
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Pesquisadores revelam que modos inesperados de dispersão de sementes são cruciais para ervas daninhas

Um estudo com três pesquisadores descobriu que a dispersão de sementes de ervas daninhas depende mais de mecanismos imprevistos do que de características como asas ou estruturas especializadas. Isso desafia a crença de que os traços das sementes são os principais preditores de como e até onde elas se espalham. A descoberta é crucial para agricultores e ecologistas, pois mostra que focar apenas nas características das sementes pode subestimar o potencial de invasão de plantas daninhas. Compreender esses modos inesperados de dispersão ajuda a desenvolver estratégias mais eficazes de controle e manejo, protegendo plantações e ecossistemas naturais.

Phys.org Biology 11 de junho
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Meio Ambiente

Mecanismo surpreendente por trás do movimento rápido da planta carnívora é revelado

Cientistas descobriram que a Vênus-papa-moscas fecha suas folhas em frações de segundo porque, ao detectar o toque de um inseto, as células da superfície externa da folha amolecem instantaneamente. Esse processo desencadeia o fechamento rápido, resolvendo um mistério que intrigava Charles Darwin. A descoberta explica como a planta consegue capturar presas com tanta eficiência, usando um gatilho sensível ao toque. Para agricultores e amantes da natureza, entender esse mecanismo pode inspirar novos materiais e tecnologias que imitam movimentos rápidos em plantas e robôs.

Hannah Devlin Science correspondent 11 de junho
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Fungos subterrâneos formam rede de mais de 100 quadrilhões de km, aponta estudo

Um estudo inédito mapeou globalmente os fungos micorrízicos arbusculares, revelando que suas redes de hifas no solo somam mais de 100 quadrilhões de quilômetros. Essa extensão equivale a viajar da Terra ao Sol quase 750 milhões de vezes, destacando a escala colossal desses organismos. Esses fungos formam parcerias essenciais com mais de 70% das plantas, trocando nutrientes e água por carbono. Além de sustentar a vida vegetal, eles ajudam a regular o clima ao armazenar carbono no solo, o que é crucial para agricultores e a conservação da natureza.

Pippa Neill and Patrick Barkham 11 de junho
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Primeiro mapa global de fungos micorrízicos revela escala das redes subterrâneas no planeta

Cientistas produziram o primeiro mapa global estimando a distribuição e biomassa das redes de fungos micorrízicos arbusculares, que formam conexões subterrâneas essenciais para a vida vegetal. O estudo, publicado na Science, mostra que esses fungos ajudam a regular o clima ao puxar carbono para o solo. A descoberta é crucial para agricultores e conservação da natureza, pois revela a verdadeira escala dessas redes que sustentam plantas e ecossistemas. Compreender sua distribuição permite melhorar práticas agrícolas e estratégias de mitigação das mudanças climáticas.

Phys.org Biology 11 de junho
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Governo recorrerá contra mudanças no Código Florestal, diz Capobianco

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou nesta quinta-feira (11) que vai recorrer a todas as ferramentas legais para tentar impedir que entrem em vigor as mudanças no Código Florestal que a Câmara dos Deputados aprovou em 19 de maio. As novas normas ainda precisam ser aprovadas pelo Senado e sancionadas pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que pode aprová-las ou vetá-las, total ou parcialmente. Notícias relacionadas:Entidades públicas e privadas pedem pacto por Código Florestal.Novas tecnologias ajudam brigadistas a proteger o Cerrado de incêndios.Desmatamento na Amazônia cai 61,4% em maio de 2026.“Estamos trabalhando para que o Senado inviabilize isto. Se não conseguirmos, vamos solicitar [ao presidente] que vete [as mudanças aprov

Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil 11 de junho
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Desmatamento na Amazônia cai 61,4% em maio de 2026

O desmatamento na Amazônia Legal teve redução de 61,4% em maio deste ano, em relação ao mesmo mês de 2025. É a maior redução percentual de desmatamento já registrada na região. Foram 370 quilômetros quadrados de supressão de vegetação no mês passado, contra 960 quilômetros quadrados em maio de 2025. Os dados do Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter) foram divulgados, nesta quinta-feira (11), durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Observatório Regional Amazônico (ORA) da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), em Brasília. Notícias relacionadas:Crise climática é o pior desafio da história humana, diz cientista.Inmet alerta para condições favoráveis a novo episódio de El Niño.Carbono azul ganha espaço na agenda climática dos oceanos.Os nú

Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil 11 de junho