Cientistas criam métodos para ‘turbinar’ fotossíntese

Há milhões de anos, plantas, algas e algumas bactérias fazem uso da fotossíntese para transformar luz em energia. Cientistas agora se apressam a dizer: elas têm feito isso errado. Ou melhor, de um jeito ineficiente, que aproveita só 5% do que poderia.

Três dos principais nomes da área protagonizaram ontem uma das palestras que mais despertaram a atenção do público presente na reunião anual da AAAS (Sociedade Americana para o Progresso da Ciência), em Vancouver, no Canadá.

“Essa história toda de otimizar a fotossíntese pode parecer maluquice, mas eu garanto que não é. Afinal, eu não teria sido chamada para falar em um evento tão importante se a minha pesquisa não fizesse sentido”, disse Anna Jones, da Universidade do Estado do Arizona.

Ela e outros pesquisadores querem otimizar o processo de transformação da energia recebida do Sol. Atingir esse objetivo permitirá melhorar culturas de alimentos e produzir combustíveis renováveis de um jeito sustentável e em grandes quantidades.

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Planta do Cerrado usa folhas subterrâneas para capturar e digerir vermes

Por Karina Toledo

Em artigo na revista PNAS, cientistas do Brasil, Austrália e Estados Unidos descrevem como comprovaram que a Philcoxia é carnívora (divulgação)

Agência FAPESP – À primeira vista, a Philcoxia minensis parece uma planta delicada, com pequenas flores roxas, galhos finos e aproximadamente 20 centímetros de altura. Mas, sob a areia branca da Serra do Espinhaço, em Minas Gerais, ela esconde um segredo: folhas grudentas, do tamanho da cabeça de um alfinete, que atraem, capturam e digerem vermes incautos.

A descoberta foi descrita na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) por pesquisadores brasileiros, americanos e australianos. É resultado do projeto de iniciação científica “Absorção foliar de nutrientes de presas como teste de carnivoria em Philcoxia minensis p. Taylor & v. c. SOUZA (Plantaginaceae)“, desenvolvido pelo estudante da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Caio Pereira, com bolsa da FAPESP.

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O ingrediente ativo da maconha reduz o crescimento do tumor no câncer de pulmão, diz pesquisa de Harvard

O ingrediente ativo da maconha reduz o crescimento do tumor no câncer de pulmão comum pela metade e reduz significativamente a capacidade do câncer se espalhar, dizem pesquisadores da Universidade de Harvard que testaram a substância química em ambos os estudos de laboratório com ratos.

Eles dizem que este é o primeiro conjunto de experimentos para mostrar que o composto, Delta-tetrahidrocanabinol (THC), inibe a EGF-induzida crescimento e migração no receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR) expressando não-pequenas células do pulmão linhagens de células cancerosas. Cânceres de pulmão que o excesso de expressar EGFR são geralmente muito agressivos e resistentes à quimioterapia.

O THC, que tem como alvo receptores canabinóides CB1 e CB2, é semelhante em função aos endocanabinóides, que são os canabinóides produzidos naturalmente no corpo e que ativam esses receptores. Os pesquisadores sugerem que os agentes designer de THC ou outros que ativam esses receptores pode ser usado de forma orientada para o tratamento de câncer de pulmão.

“A beleza deste estudo é que nós estamos mostrando que uma substância de abuso, se usado com prudência, pode oferecer um novo caminho para a terapia contra o câncer de pulmão”, disse Anju Preet, Ph.D., pesquisador da Divisão de Medicina Experimental.

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Jamelão pode combater câncer

Syzygium cumini, popularmente chamada de jamelão ou azeitona

(Campinas/SP) – O mesmo pigmento que dá ao jamelão [Syzygium cumini] (também conhecido como “jambolão”) o inconveniente de manchar as mãos, os tecidos das roupas, os calçamentos das ruas e a pintura dos carros apresenta um potencial para destruir células cancerígenas. É o que mostra uma pesquisa realizada em laboratório pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O estudo constatou que o extrato da fruta que contém antocianinas, substâncias presentes na pigmentação, levou à morte uma média de 90% das células leucêmicas. Os testes foram realizados ainda em células sadias, das quais 20% morreram.

O que os pesquisadores querem descobrir agora é se a morte foi causada pela substância na sua forma original ou em razão de um produto metabólico. “Ainda há um longo caminho a ser percorrido e muitos estudos a serem feitos. No entanto, estamos empolgados com o resultado”, declarou a pesquisadora Daniella Dias Palombino de Campos. “Utilizamos dierentes concentrações do extrato e chegamos a um ponto ideal. Mas outros estudos são necessários para esclarecer os mecanismos envolvidos”, completou Daniella.

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Planta pode ser útil em combate a Aids

Cientistas descobriram uma molécula a partir de uma planta do Piauí que promete uma revolução nos estudos contra a Aids

Em parceria com cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), uma pesquisa realizada por um laboratório de Campinas, descobriu uma molécula a partir de uma planta do Piauí que promete uma revolução nos estudos contra a Aids. A substância retirada do látex do vegetal consegue entrar no chamado “santuário” do vírus, local no interior das células onde outras medicações não conseguem atuar, extraí-lo e permitir que o vírus seja morto pelo coquetel antiviral.

Um dos grandes desafios encontrados por bioquímicos que pesquisam drogas contra a doença é conseguir destruir os vírus que se alojam no interior das células infectadas sem matá-las. O coquetel atualmente administrado aos pacientes conseguem eliminar os vírus que ficam fora das células, mas os que se localizam no DNA ou se alojam no citoplasma — em estado de latência (inativos) — não são atingidos e voltam a se multiplicar quando a medicação é suspensa.

Os primeiros testes mostraram que a substância extraída do látex da planta foi capaz de ativar 80% dos vírus que ficam “escondidos” no DNA, enquanto testes realizados em outros laboratórios obtinham cerca de 20% de sucesso com outras moléculas testadas. “Várias empresas já testaram outros tipos de moléculas com esse tipo de ação, mas costumavam ser tóxicas. Essa descoberta mostra que podemos reduzir drasticamente o reservatório de vírus, o que pode levar à cura do paciente”, afirma o pesquisador da UFRJ e consultor do Programa Nacional de Aids, Amílcar Tanuri.

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Cientistas mapearam o genoma da maconha

Pesquisadores conseguiram mapear todo o genoma de uma das drogas mais utilizadas no mundo: a maconha.

Uma equipe do Canadá seqüenciou completamente o DNA da Cannabis sativa, a planta que dá origem a droga mais utilizada no mundo, especialmente entre os adolescentes. Na pesquisa, os cientistas puderam identificar as modificações que a planta sofreu que a levaram a obter características específicas para ser utilizada como droga.

Aparentemente, apenas um gene simples é responsável pela mudança metabólica que levou a planta a produzir o THCA (ácido tetrahidrocanabinólico) um precursor do THC (tetrahidrocanabinol) que é o princípio ativo que causa os efeitos buscados por quem consome a planta, afirma o professor de biologia da Universidade de Saskatchewan, Jon Page.

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Cogumelos alucinógenos podem provocar alterações permanentes na personalidade

por Ana Carolina Prado

Um estudo da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins descobriu que a psilocibina, substância presente em cogumelos alucinógenos do gênero Psilocybe (que ficaram famosos nos anos 60, especialmente entre os hippies), pode provocar mais do que viagens psicodélicas duradouras. Uma única dose da droga foi o suficiente para causar mudanças permanentes de personalidade em 60% dos 51 voluntários da pesquisa.

As alterações envolveram a intensificação de um conjunto de aspectos da personalidade conhecido como “abertura”, que inclui imaginação, estética, sentimento e ideias abstratas. Segundo os pesquisadores, essas mudanças foram mais intensas do que aquelas que ocorrem naturalmente em adultos saudáveis ​​ao longo de décadas de experiências de vida.

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Ingrediente de remédio chinês ajuda a conter tumor cerebral

O indirubin, derivado de erva medicinal, barra o crescimento do glioblastoma

Tratamento: o indirubin, substância derivada da planta índigo, consegue evitar que o tumor se espalhe por todo o cérebro (Thinkstock)


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O indirubin, um derivado da planta índigo [ Indigofera suffruticosa ], pode ajudar a tratar o glioblastoma, um tipo agressivo de tumor cerebral. Segundo um estudo publicado no periódico Cancer Research, a substância evita a formação de vasos sanguíneos locais e a migração das células do tumor para outras áreas do cérebro.

O indirubin é o ingrediente ativo de um remédio herbal chinês chamado Dang Gui Wan Long Hui, usado para tratar a leucemia mielóide crônica. A planta índigo, da qual a substância é derivada, é considerada uma erva medicinal chinesa.

Para a pesquisa, os cientistas usaram múltiplas sequências de células de glioblastoma e dois modelos animais. Eles descobriram, então, que o indirubin reduziu em 40% a migração das células do tumor de um hemisfério para o outro do cérebro de camundongos – responsável por espalhar o câncer. Houve ainda uma redução drástica na formação de novos vasos sanguíneos, processo fundamental para o crescimento do tumor.

“Nós temos métodos eficientes para impedir que o glioblastoma cresça no cérebro humano, mas essas terapias costumam falhar porque as células do tumor migram do local de origem e crescem em outras regiões do cérebro”, diz E. Antonio Chiocca, um dos coordenadores do estudo. Segundo o especialista, a nova descoberta pode significar uma nova estratégia terapêutica para esses tumores.

Fonte: [ Veja ]

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Consumir cannabis antes dos 15 anos reduz memória em 30%

O uso de cannabis antes dos 15 anos – quando o cérebro ainda está em processo de amadurecimento – prejudica a capacidade de recuperar as informações, reduzindo a memória em até 30%.
Os danos são proporcionais à quantidade de droga usada: quanto mais se fuma, maiores são os estragos. E estes persistem mesmo se houver um período de abstinência de um mês.

Os resultados são de um estudo da Universidade Federal de São Paulo apresentada no 7º Congresso Anual de Cérebro, Comportamento e Emoções, em Gramado (RS).

«Os consumidores precoces têm resultados significativamente inferiores também noutras áreas, como a capacidade de controlar os seus impulsos», diz a neuropsicóloga Maria Alice Fontes, uma das autoras do trabalho.

Se o uso se inicia após os 15 anos, no entanto, as hipóteses de prejuízo nessas funções diminui.

«Não é que o consumo de cannabis seja seguro, longe disso. Mas torna-se menos nocivo, porque o cérebro já passou essa etapa de desenvolvimento», afirmou a pesquisadora.

O estudo foi publicado na última edição do The British Journal of Psychiatry.

Fonte: [ Diário Digital ]

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Pesquisa identifica de matérias-primas para produção de óleo e produtos fitoterápicos

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo, Fapes, está apoiando uma pesquisa sobre identificação de matérias-primas vegetais com potencial econômico para produção de óleo e produtos fitoterápicos.

O projeto é coordenado pelo pesquisador do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), José Aires Ventura, que realiza a análise de plantas como a arnica, aroeira, boldo baiano, agriãozinho do Pará e malva. Através do conhecimento maior da composição dessas plantas é possível determinar quais os princípios ativos e como estas matérias-primas podem ser utilizadas.

José Aires destaca que algumas dessas plantas já são conhecidas por suas atividades antibacteriana e antifúngica. Este projeto abrange áreas como agronomia, botânica, química, farmácia, medicina e odontologia. No caso da aroeira, por exemplo, esperamos que através da caracterização multifuncional da planta e do óleo obtido de seus frutos e folhas, consigamos agregação de valor à matéria-prima vegetal, com o desenvolvimento de novos produtos químicos e o crescimento da indústria química capixaba, disse o pesquisador.

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