Planta do Cerrado usa folhas subterrâneas para capturar e digerir vermes

Por Karina Toledo

Em artigo na revista PNAS, cientistas do Brasil, Austrália e Estados Unidos descrevem como comprovaram que a Philcoxia é carnívora (divulgação)

Agência FAPESP – À primeira vista, a Philcoxia minensis parece uma planta delicada, com pequenas flores roxas, galhos finos e aproximadamente 20 centímetros de altura. Mas, sob a areia branca da Serra do Espinhaço, em Minas Gerais, ela esconde um segredo: folhas grudentas, do tamanho da cabeça de um alfinete, que atraem, capturam e digerem vermes incautos.

A descoberta foi descrita na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) por pesquisadores brasileiros, americanos e australianos. É resultado do projeto de iniciação científica “Absorção foliar de nutrientes de presas como teste de carnivoria em Philcoxia minensis p. Taylor & v. c. SOUZA (Plantaginaceae)“, desenvolvido pelo estudante da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Caio Pereira, com bolsa da FAPESP.

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Flor do Cerrado

Com nome de flor, cercada de flores por toda parte, Rose Mendes faz de seu artesanato popular uma história de sucesso.


Eu comecei como Rose, uma flor só, hoje já sou um jardim. Somos 27 pessoas envolvidas. Sozinho ninguém vai a lugar algum”. Rose Mendes fala sem deixar de mexer as mãos. Junta folhas em camadas concêntricas e amarra a base com firmeza: mais uma flor está pronta e vai para uma grande caixa de papelão, esperando a vez na montagem de um sofisticado painel de parede ou uma bolsa social, que nada deve em design aos melhores estilistas.

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E não falamos de flores

por Geraldinho Vieira

Que pena que onça-pintada não vota. Que pena que o tatu-canastra, o lobo-guará, a águia-cinzenta e o cachorro-do-mato-vinagre não votam.

Enquanto a “agenda ambiental” contenta-se silenciosa em ter papel secundário numa eleição em que nada debate-se à fundo, quem viaja para a Chapada dos Veadeiros (Goiás) testemunha um grito de calor: montanhas e vales com cara de carvão avisam aos navegantes que não agüentam mais. Fogo, muito fogo, o cerrado grita uma agonia anunciada.

Nos 200 e tantos quilômetros que me levam de Brasília à Vila do Moinho marco a velocidade da intervenção desenvolvimentista na natureza. O cerrado que não agüenta de calor é o cerrado que restou – outra parte de cerrado virou soja ou pastagem nos últimos quatro/cinco anos.

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