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	<title>Tudo Sobre Plantas</title>
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	<description>Blog com artigos, pesquisas e notícias relacionadas a plantas notáveis</description>
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		<title>Pesquisadores da USP vencem desafio de identificação de plantas</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 17:31:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson Porto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Fábio de Castro Agência FAPESP – A fim de estimular os avanços da pesquisa na área de reconhecimento de padrões, a organização francesa ImageCLÉF promove anualmente, desde 2003, um evento que lança desafios à comunidade científica internacional. Um grupo &#8230; <a href="http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/index.php/fotos/pesquisadores-da-usp-vencem-desafio-de-identificacao-de-plantas/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fábio de Castro</p>
<p><div id="attachment_4564" class="wp-caption alignleft" style="width: 300px"><a href="http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/foto_fora15185_1.jpg"><img src="http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/foto_fora15185_1.jpg" alt="" title="foto_fora15185_1" width="290" height="200" class="size-full wp-image-4564 colorbox-4563" /></a><p class="wp-caption-text">Com novo sistema computacional capaz de reconhecer espécies de plantas por meio de fotos das folhas, cientistas do Instituto de Física de São Carlos ficaram em primeiro lugar no concurso internacional ImageCLÉF</p></div>Agência FAPESP – A fim de estimular os avanços da pesquisa na área de reconhecimento de padrões, a organização francesa ImageCLÉF promove anualmente, desde 2003, um evento que lança desafios à comunidade científica internacional.</p>
<p>Um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) ganhou o primeiro lugar do ImageCLÉF 2011 na categoria “Identificação de plantas”, inaugurada em 2010 com apoio da Sociedade Francesa de Botânica.</p>
<p>Os cientistas brasileiros venceram o desafio de desenvolver um sistema computacional capaz de reconhecer espécies de plantas da Europa a partir de um banco de dados de fotos das folhas.</p>
<p><span id="more-4563"></span></p>
<p>Coordenada pelo professor Odemir Martinez Bruno, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, a pesquisa foi fruto do projeto “<a href="http://www.bv.fapesp.br/pt/projetos-regulares/30465/metodos-visao-computacional-aplicados-identificacao">Métodos de visão computacional aplicados à identificação e análise de plantas</a>”, apoiado pela FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular. A equipe foi integrada por Dalcimar Casanova e João Florindo, ambos alunos de doutorado sob orientação de Bruno. Casanova tem <a href="http://www.bv.fapesp.br/pt/bolsas/108488/redes-complexas-visao-computacional-aplicacoes">Bolsa da FAPESP</a>.</p>
<p>Segundo Bruno, o desafio é interessante por estimular a solução de problemas complexos e importantes da computação, ao mesmo tempo em que leva a avanços que podem contribuir com outras áreas – no caso, a botânica e a conservação da biodiversidade.</p>
<p>“O problema proposto era a identificação de plantas arbóreas da Europa. Estamos há cerca de uma década estudando a aplicação da visão computacional à identificação de plantas. O método que utilizamos se baseou no reconhecimento das plantas por meio da visualização das folhas e foi altamente eficiente. Precisamos agora aprimorá-lo para que possa ser utilizado de forma simples e padronizada”, disse Bruno à Agência FAPESP.</p>
<p>“Nós focamos principalmente na detecção da forma, da enervação e da textura das folhas, levando em conta o padrão dos seus pigmentos. Com isso, estabelecemos um banco de dados que serviu como ponto de reconhecimento na imagem para o reconhecimento da espécie. Conseguimos uma taxa de acertos de quase 50%, muito acima das outras instituições competidoras”, afirmou Bruno.</p>
<p>A eficiência mostrada pelo sistema que venceu o desafio do ImageCLÉF foi animadora, mas o grupo tem pela frente um desafio bem maior, que é a identificação das espécies florestais brasileiras. &#8220;Nosso objetivo é identificar a biodiversidade brasileira, o que é bem mais desafiador, já que a flora europeia é muito simples quando comparada à nossa”, disse Bruno.</p>
<p>Além de buscar métodos que permitam um levantamento florestal rápido e eficaz, os pesquisadores querem que ele seja capaz de auxiliar no estudo de fenômenos fisiológicos e evolutivos que podem ditar o melhor clima, melhor solo, melhor ambiente para o crescimento da espécie.</p>
<p>“Utilizamos várias abordagens para o reconhecimento, que pode ser feito a partir de fotos, de imagens produzidas por scanners, ou de imagens de microscópios de reflexão ou de transmissão”, explicou Bruno.</p>
<p><strong>Facilitar o trabalho dos botânicos</strong></p>
<p>O grupo publicou, em 2011, diversos artigos com foco na identificação computacional de plantas brasileiras. Um dos artigos de mais destaque foi publicado na revista <a href="http://dx.doi.org/10.1007/s00606-010-0366-2%20se">Plants Systematics and Evolution</a>, em parceria com a professora Rosana Kolb, da Unesp de Assis e com o botânico Davi Rossato.</p>
<p>“Estudamos a família Melastomataceae, de difícil reconhecimento, que ocorre no cerrado brasileiro. Utilizamos um scanner convencional para digitalizar as imagens das folhas e conseguimos 100% de acerto na identificação dessas espécies”, contou Bruno.</p>
<p>Segundo ele, à medida que os pesquisadores unem física, matemática e computação para analisar a biodiversidade por meio de imagens, conseguem avançar o conhecimento e gerar novos produtos e métodos. Em 2011, a equipe do projeto, em parceria com outros grupos da USP, <a href="http://agencia.fapesp.br/14028">patenteou uma tecnologia</a> que utiliza o método de visão computacional para avaliar imagens de folhas, permitindo detectar matematicamente a carência de nutrientes em pés de milho.</p>
<p>“Aquela foi uma metodologia bem-sucedida que surgiu no decorrer do projeto, com um foco diferente da ideia central do projeto. Mas nosso objetivo final é um dia chegar a uma tecnologia de reconhecimento de plantas que permita ao biólogo fazer com facilidade o levantamento de espécies de uma floresta munido apenas de um equipamento portátil”, explicou o professor do IFSC-USP.</p>
<p>O levantamento de espécies vegetais em florestas é tradicionalmente feito a partir de flores e frutos. As folhas não costumam ser utilizadas por causa de sua imensa variabilidade.</p>
<p>“Para nós, o que torna essa abordagem interessante é justamente a grande variabilidade das folhas, porque nos obriga a criar novos métodos. Do ponto de vista das ciências exatas, a identificação de plantas é um tipo de desafio que leva a grandes avanços na física, na matemática e na computação. Quanto mais complexo o problema, maior a oportunidade de avanço científico”, afirmou Bruno.</p>
<p>Quando as novas metodologias forem aprimoradas, segundo o pesquisador, os botânicos não precisarão mais esperar as árvores frutificarem ou florescerem para fazer sua identificação.</p>
<p>“Cada espécie tem ciclos diferentes de vida, florescendo e frutificando em períodos distintos. Isso torna muito difícil o levantamento florestal de uma região. Nosso objetivo é superar as dificuldades na área computacional a fim de facilitar o trabalho do botânico”, disse. </p>
<p>Fonte: [ <a href="http://agencia.fapesp.br/15185">Agência FAPESP</a> ]</p>
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		<title>Plantas usam relógios em seus corpos para se prepararem na batalha contra insetos</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Feb 2012 13:06:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson Porto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Biólogos da Universidade Rice descobriram que, apesar das plantas parecerem ‘inertes’ durante o dia, elas estão na verdade se preparando para a batalha contra insetos e pragas famintas. “Quando você pensa que as plantas estão paradas, elas estão se preparando &#8230; <a href="http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/index.php/artigos/plantas-usam-relogios-em-seus-corpos-para-se-prepararem-na-batalha-contra-insetos/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/lagarto.jpg"><img src="http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/lagarto-480x392.jpg" alt="" title="lagarto" width="480" height="392" class="aligncenter size-large wp-image-4557 colorbox-4556" /></a></p>
<p>Biólogos da Universidade Rice descobriram que, apesar das plantas parecerem ‘inertes’ durante o dia, elas estão na verdade se preparando para a batalha contra insetos e pragas famintas.</p>
<p>“Quando você pensa que as plantas estão paradas, elas estão se preparando para uma dura batalha, e todos pensam que não estão fazendo nada”, declarou Janet Braam, uma das pesquisadoras em um novo estudo que foi publicado na <em>Proceedings of the Naciona Academy of Sciences</em>. “É intrigante ver toda essa atividade a nível genético. É c<em>omo</em> assistir a uma fortaleza sitiada em estado máximo de alerta”.</p>
<p>Os biólogos sabem há muito tempo que as plantas têm um relógio interno que lhes permitem medir a passagem do tempo, independentemente das condições de luz. Algumas plantas movem suas folhas para acompanhar o Sol durante o dia, mas em seguida, “zeram” suas folhas durante a noite, movendo-as para o leste, em antecipação ao nascer do Sol.</p>
<p>Estudos recentes estão aplicando ferramentas genéticas para estudar os ritmos circadianos de plantas. Os investigadores descobriram que cerca de um terço dos genes da espécie <a class='linkVerbete' href='http://www.tudosobreplantas.com.br/asp/plantas/ficha.asp?id_planta=15525
' target='_blank'><i>Arabidopsis thaliana</i></a> (também chamada de agrião ou agrião-rato) são ativados por um ciclo circadiano. Alguns dos genes circadianos-regulamentados estão ligados a função de responder a machucados, o que significa que elas podem antecipar um ataque de insetos, assim como elas antecipam o nascer do Sol.</p>
<p><span id="more-4556"></span></p>
<p>Para testar essa teoria, a bioquímica e bióloga celular Danielle Goodspeed desenvolveu um experimento. Ela usou ciclos de 12 horas de luz para regular os relógios circadianos das plantas de Arabidopsis e usou algumas lagartas que comem couves, para mastigarem as plantas cujo relógio interno estava definido como diurno, durante as horas em que a planta estava à noite.</p>
<p><a href="http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/pesquisa-agricao.jpg"><img src="http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/pesquisa-agricao-480x392.jpg" alt="" title="pesquisa-agricao" width="480" height="392" class="aligncenter size-large wp-image-4558 colorbox-4556" /></a></p>
<p>“<em>Nós descobrimos que as plantas cujos relógios estavam em sintonia com os insetos, eram relativamente mais resistentes, enquanto as plantas cujos relógios estavam fora da fase que deveriam estar, foram completamente dizimadas pelos insetos</em>”, comentou Goodspeed.</p>
<p>A pesquisadora e seus colegas, incluindo Wassim Chahab, descobriram que a planta usa seu relógio circadiano para aumentar a produção de um hormônio chamado jasmonato – que as plantas usam para regular a produção de metabólitos e que interferem na digestão dos insetos – durante o dia, quando os insetos vorazes tendiam a devorá-las. Eles descobriram também que o relógio circadiano foi utilizado para regular a produção de defesas químicas, tais como aquelas que as protegem contra infecções bacterianas.</p>
<p>A descoberta pode ajudar a melhorar pesquisas sobre a resistência a insetos. O estudo completo pode ser acessado, [ <a href="http://www.pnas.org/content/early/2012/02/07/1116368109.abstract">clicando aqui!</a> ]</p>
<p>Fonte: [ <a href="http://jornalciencia.com/meio-ambiente/diversos/1410-plantas-usam-relogios-em-seus-corpos-para-se-prepararem-na-batalha-contra-insetos-">Jornal Ciência</a> ] ]</p>
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		<title>Cientistas criam métodos para &#8216;turbinar&#8217; fotossíntese</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Feb 2012 12:58:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson Porto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há milhões de anos, plantas, algas e algumas bactérias fazem uso da fotossíntese para transformar luz em energia. Cientistas agora se apressam a dizer: elas têm feito isso errado. Ou melhor, de um jeito ineficiente, que aproveita só 5% do &#8230; <a href="http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/index.php/noticias/cientistas-criam-metodos-para-turbinar-fotossintese/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há milhões de anos, plantas, algas e algumas bactérias fazem uso da fotossíntese para transformar luz em energia. Cientistas agora se apressam a dizer: elas têm feito isso errado. Ou melhor, de um jeito ineficiente, que aproveita só 5% do que poderia.</p>
<p>Três dos principais nomes da área protagonizaram ontem uma das palestras que mais despertaram a atenção do público presente na reunião anual da AAAS (Sociedade Americana para o Progresso da Ciência), em Vancouver, no Canadá.</p>
<p>&#8220;Essa história toda de otimizar a fotossíntese pode parecer maluquice, mas eu garanto que não é. Afinal, eu não teria sido chamada para falar em um evento tão importante se a minha pesquisa não fizesse sentido&#8221;, disse Anna Jones, da Universidade do Estado do Arizona.</p>
<p>Ela e outros pesquisadores querem otimizar o processo de transformação da energia recebida do Sol. Atingir esse objetivo permitirá melhorar culturas de alimentos e produzir combustíveis renováveis de um jeito sustentável e em grandes quantidades.</p>
<p><span id="more-4553"></span></p>
<p>&#8220;Na natureza, a enzima que acelera a fotossíntese, a rubisco, acaba saturada após algum tempo de exposição à luz e o processo fica lento. Ou seja, os organismos têm uma ampla oferta de luz, mas não a capacidade de transformar essa energia em um combustível armazenável&#8221;, diz Jones.</p>
<p>Para dar uma forcinha à natureza, os cientistas estão tentando vários métodos. Uma das principais apostas é pensar o processo da fotossíntese como se fosse a geração de energia numa bateria.</p>
<p>Em sua pesquisa, Jones quer gerar mais energia ao separar as duas etapas do processo: a captação e a produção da energia. Cada uma seria feita em uma estrutura. As duas seriam ligadas por um fio biológico, que transmitiria a energia gerada com alta eficiência. Esses nanocabos podem ser produzidos por bactérias, como a Shewanella oneidensis, cultivadas em condições especiais.</p>
<p>&#8220;Esse material consegue alta taxas de condutividade. Comporta-se quase como alguns condutores de metal&#8221;, afirma Jones.</p>
<p>O trabalho de Richard Cogdell, da Universidade de Glasgow, no Reino Unido, também aposta nos nanofios para otimizar a fotossíntese. Batizada de folha artificial, sua ideia é criar um jeito de simplificar o processo.</p>
<p>&#8220;A natureza tem várias maneiras de fixar carbono. Estamos incentivando as mais eficientes&#8221;, diz o cientista.</p>
<p>O grupo de Cogdell é um dos mais bem-sucedidos. Além de ser a estrela de um recente programa na rede BBC, o cientista deve conseguir a patente de um combustível gerado por essa fotossíntese turbinada.</p>
<p>Ele afirma não poder dar muitos detalhes. Mas o campo é promissor. Além de várias empresas se interessarem em patrocinar estudos nesse campo, fundações distribuíram mais de US$ 10 milhões em verbas para as pesquisas. </p>
<div id="attachment_4554" class="wp-caption aligncenter" style="width: 398px"><a href="http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/12049235.jpeg"><img src="http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/12049235-388x700.jpg" alt="" title="12049235" width="388" height="700" class="size-large wp-image-4554 colorbox-4553" /></a><p class="wp-caption-text">Editoria de Arte/Folhapress <br/>Cientistas querem melhorar produção de energia no processo da fotossíntese</p></div>
<p>Fonte: [ <a href="http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1050570-cientistas-criam-metodos-para-turbinar-fotossintese.shtml">Folha.com</a> ]</p>
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		<title>Porque Itacoatiara, Itaipuaçu e outras praias da região oceânica de Niterói estão PODRES?</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 16:41:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson Porto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Além da maré-vermelha, a alga (na realidade um acidente ecológico) que costuma ocorrer no mar nessa época do ano, recentemente o mar nas praias da região oceânica de Niterói tem estado podre. Porque está ocorrendo isso? O que está fazendo &#8230; <a href="http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/index.php/sem-categoria/porque-itacoatiara-itaipuacu-e-outras-praias-da-regiao-oceanica-de-niteroi-estao-podres/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/mar_lixo_tapete.jpg"><img src="http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/mar_lixo_tapete-480x239.jpg" alt="Don&#039;t Trash Our Ocean - Surfrider Foundation" title="Don&#039;t Trash Our Ocean - Surfrider Foundation" width="480" height="239" class="aligncenter size-large wp-image-4539 colorbox-4538" /></a></p>
<p>Além da maré-vermelha, a alga (na realidade um acidente ecológico) que costuma ocorrer no mar nessa época do ano, recentemente o mar nas praias da região oceânica de Niterói tem estado podre. Porque está ocorrendo isso? O que está fazendo o mar feder e apresentar manchas das cores mais abnormais, como nunca visto antes em nossa região?</p>
<p><span id="more-4538"></span></p>
<p><a href="http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/mar-de-itacoatiara-imundo-480x270.png"><img src="http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/mar-de-itacoatiara-imundo-480x270.png" alt="" title="mar-de-itacoatiara-imundo-480x270" width="480" height="270" class="aligncenter size-full wp-image-4540 colorbox-4538" /></a></p>
<p>Porque o óleo, lixo, dejetos químicos e metais pesados acumulados no fundo da Baía de Guanabara durante anos de degradação estão sendo jogados NO OCEANO! Dá pra acreditar? Primeiro eles destroem a Baía. Agora, para permitir passagem dos navios, já que a sujeira estava se acumulando e tornando a baía muito rasa, eles querem destruir a costa do Rio de Janeiro e Niterói. Querem transformar nosso mar em um LIXÃO!</p>
<p>Veja na imagem abaixo a zona onde estão jogando toda essa podridão, feita com base no <a href="http://www.preserveassim.org/wp-content/uploads/2012/02/BOTA-FORA_RIMA-DRAGAGEM-TAIC.pdf">Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) do projeto de dragagem da baía (Bota-Fora)</a>:</p>
<p><a href="http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/Area-do-Bota-Fora-Sobreposto-Segundo-o-RIMA.png"><img src="http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/Area-do-Bota-Fora-Sobreposto-Segundo-o-RIMA-480x226.png" alt="" title="Area-do-Bota-Fora-Sobreposto-Segundo-o-RIMA" width="480" height="226" class="aligncenter size-large wp-image-4541 colorbox-4538" /></a></p>
<p>Se você ler o RIMA verá que este trabalho sujo vem sendo realizado desde 2008. Já foram mais de 5.5 milhões metros cúbicos de dejetos largados na área do bota fora;  mais que dois maracanãs cheios de merda. Aí vem a pergunta: se isto ocorre desde 2008, porque só agora as praias de Niterói estão sendo afetadas ao ponto de ficar impraticável o banho? Obviamente, só um especialista pode ter certeza, mas utilizando-se o bom senso, concluímos que os motivos podem ser um ou mais dos seguintes:</p>
<ul>
<li>O teor dos dejetos, nessa fase do projeto, é de (ainda) pior qualidade;</li>
<li>A intensidade da dragagem aumentou (dizem que são 3 ou 4 navios por dia despejando dentro do bota-fora);</li>
<li>Estão despejando os dejetos mais próximo de Itacoatiara (veja raio de 5km na figura acima);</li>
<li>Alguma corrente marítima está fora do seu padrão.</li>
</ul>
<p>Veja a reportagem feita pela TV Record:</p>
<p><iframe width="445" height="270" frameborder="0" marginheight="0" marginwidth="0" scrolling="no" src="http://videos.r7.com/r7/service/video/playervideo.html?idMedia=4d593fe89dfc1bf61d9aa8a2&#038;idCategory=66&#038;embedded=true"></iframe></p>
<p>E o depoimento do pescador e megulhador Otto Sobral: “Antes você fazia um mergulho, a areia era limpinha, clara, uma coisa abençoada com muito peixe. Hoje, você faz um mergulho da vontade de chorar.”</p>
<p>[....]</p>
<p>Fonte: [ <a href="http://www.preserveassim.org/284/porque-itacoatiara-itaipuacu-e-outras-praias-da-regiao-oceanica-de-niteroi-estao-podres/">PreserveAssim </a>] </p>
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		<title>Salvamento das plantas do Sr. Adalberto</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 22:21:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson Porto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças]]></category>
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		<description><![CDATA[Oi pessoal, Nesta última quarta-feira estivemos no abrigo, levando parte das doações e ajudando o Sr. Adalberto no salvamento de suas plantas, que ele cultivou com tanto esmero e dedicação. O espaço onde estão as plantas infelizmente será cimentado, para &#8230; <a href="http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/index.php/plantas-medicinais/salvamento-das-plantas-do-sr-adalberto/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Oi pessoal,</p>
<p>Nesta última quarta-feira estivemos no abrigo, levando parte das doações e ajudando o Sr. Adalberto no salvamento de suas plantas, que ele cultivou com tanto esmero e dedicação. O espaço onde estão as plantas infelizmente será cimentado, para que a área possa ser utilizada pelos demais residentes.</p>
<div id="attachment_4530" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/DSC_8196-DSC_8202.jpg"><img src="http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/DSC_8196-DSC_8202-480x235.jpg" alt="" title="DSC_8196-DSC_8202" width="480" height="235" class="size-large wp-image-4530 colorbox-4529" /></a><p class="wp-caption-text">Viveiro do Sr. Adalberto</p></div>
<p>As fotos da visita estão na Galeria de Fotos do projeto Tudo Sobre Plantas.</p>
<p>[ <a href="http://www.tudosobreplantas.com.br/galeria/index.php?album=abrigo-crerj/viveiro-do-sr-adalberto">Viveiro do Sr. Adalberto</a> ]</p>
<p>O intuito de salvar as plantas é um esforço para manter, pelo menos em vasos, as plantas ornamentais e medicinais que ele cultiva faz tempo e usa para ornamentar o abrigo Cristo Redentor.</p>
<p>Quem puder ajudá-lo, ajude! É o mínimo que podemos fazer para que ele saiba que sua luta não foi em vão.</p>
<p>Abraços!</p>
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		<title>Planta que absorve metais pesados pode ser usada para tratamento de igarapés</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 21:26:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson Porto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biossegurança]]></category>
		<category><![CDATA[Controle biológico]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Despoluidoras]]></category>
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		<description><![CDATA[por Elaíze Farias A planta aquática orelha-de-elefante-gigante, comum em matas ciliares, consegue absorver metais como chumbo e cobre Um grupo de pesquisa da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) está desenvolvendo um sistema baseado na planta aquática orelha-de-elefante-gigante (Alocasia macrorhiza) para &#8230; <a href="http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/index.php/meio-ambiente/planta-que-absorve-metais-pesados-pode-ser-usada-para-tratamento-de-igarapes/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por Elaíze Farias</p>
<blockquote><p>A planta aquática orelha-de-elefante-gigante, comum em matas ciliares, consegue absorver metais como chumbo e cobre</p></blockquote>
<div id="attachment_4527" class="wp-caption aligncenter" style="width: 483px"><a href="http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/Planta-orelha-de-elefante-gigante_ACRIMA20120206_0120_15.jpg"><img src="http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/Planta-orelha-de-elefante-gigante_ACRIMA20120206_0120_15.jpg" alt="" title="Planta-orelha-de-elefante-gigante_ACRIMA20120206_0120_15" width="473" height="354" class="size-full wp-image-4527 colorbox-4526" /></a><p class="wp-caption-text">Planta orelha-de-elefante-gigante tem capacidade de absorver metais pesados<br />(Divulgação/Josias Coriolano de Freitas)</p></div>
<p>Um grupo de pesquisa da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) está desenvolvendo um sistema baseado na planta aquática orelha-de-elefante-gigante (Alocasia macrorhiza) para o tratamento das águas do igarapé contaminado de Manaus.</p>
<p>O engenheiro químico Josias Coriolano de Freitas, cuja tese de doutorado identificou a capacidade da planta em absorver metais pesados, diz que a orelha-de-elegante-gigante ajuda na recuperação de áreas degradadas e no tratamento de efluentes líquidos, entre outras ações.</p>
<p>“A planta pode ser utilizada naturalmente. Não é preciso usar nenhum produto químico. No momento o grupo está procurando aperfeiçoar o sistema de tratamento natural”, disse Freitas, em entrevista ao portal a critica.com.</p>
<p><span id="more-4526"></span></p>
<p>A pesquisa do engenheiro químico foi realizada entre 2008 e 2010 e foi divulgada na semana passada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), agência financiadora do estudo.</p>
<p>A orelha-de-elefante-gigante é uma planta de origem asiática, mas que se adaptou bem ao clima tropical da Amazônia. Em Manaus, ela é comum nas matas ciliares. A pesquisa de Freitas atestou que a orelha-de-elefante-gigante tem capacidade para absorver grandes concentrações de chumbo, seguido de cromo, cadmo, cobre, níquel e zinco.</p>
<p><strong>Controle</strong></p>
<p>O engenheiro químico destaca que a viabilização do controle de metais pesados em regiões urbana passa primeiramente por um sistema de tratamento de esgoto doméstico e industrial adequado, reciclagem do lixo urbano e programa de educação ambiental.</p>
<p>“Infelizmente as ações para a redução dos metais pesados em Manaus são bastante pontuais e os programas governamentais não tem continuidade. Devemos continuar investindo em pesquisas porque desta forma teremos  mais opções  para fazer a melhor escolha de descontaminação do ambiente”, observou.</p>
<p>Mas nos casos onde os metais já estão presentes e consolidados, a planta orelha-de-elefante-gigante é a alternativa para evitar um malefício maior, embora existam outras espécies que possam possuir a mesma capacidade.</p>
<p>“Há plantas que se estressam, ficam atrofiadas, mudam de cor, mudam seu DNA e têm anomalias. A orelha-de-elefante-gigante, durante a nossa pesquisa, não apresentou nenhum estresse. Era resistente e mostrou ter uma vida longa mesmo acumulando uma quantidade muito alta de metais pesados”, explicou.</p>
<p>Segundo Freitas, a grande concentração de chumbo na planta deve-se à competição entre os metais, que leva à preferência da planta por um deles.</p>
<p>“Dois fatores foram fundamentais  para a absorção do chumbo: a alta concentração e a competição entre os outros metais. A variação da concentração dos outros metais faz com que exista uma competição entre eles e com isso a planta terá  preferência pelo o chumbo. Geralmente, o chumbo está associado a origem urbana, principalmente lixo e a atividade industrial”, explicou.</p>
<p>O trabalho de campo para análise da pesquisa foi feito em áreas cujo nível de contaminação é elevado. É o caso de igarapés próximos da Universidade Luterana, no conjunto Atílio Andreazza, no Japiim, na Zona Sul; na Avenida Torquato Tapajós, no bairro Flores, na Zona Norte; no Conjunto Jardim de Versalles, no bairro Planalto, na Zona Centro-Oeste; no Posto Rodoviário de Manaus da Rodovia BR-174, quilômetro 7, e em uma área não impactada localizada na Ufam, no bairro Coroado, na Zona Leste.</p>
<p>Fonte: [ <a href="http://acritica.uol.com.br/amazonia/Amazonia-Amazonas-Manaus-Planta-pesados-tratamento-igarapes-contaminados_0_641335898.html">A Crítica .com</a> ]</p>
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		<title>Produção indígena é alvo de pesquisa</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 05:50:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson Porto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Etnobotânica]]></category>
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		<category><![CDATA[Indígena]]></category>
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		<category><![CDATA[Produção]]></category>

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		<description><![CDATA[O aproveitamento sustentável dos recursos naturais de aldeias indígenas no Maranhão e no Pará é o objetivo de projeto de pesquisa desenvolvido no âmbito do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Biodiversidade, mantido pelo Museu Paraense Emílio Goeldi. O &#8230; <a href="http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/index.php/meio-ambiente/producao-indigena-e-alvo-de-pesquisa/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/0530480602a4_ciencia_em_acao_ateria_do_museu.jpg.jpg"><img src="http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/0530480602a4_ciencia_em_acao_ateria_do_museu.jpg-300x186.jpg" alt="" title="0530480602a4_ciencia_em_acao_ateria_do_museu.jpg" width="300" height="186" class="alignleft size-medium wp-image-4523 colorbox-4522" /></a>O aproveitamento sustentável dos recursos naturais de aldeias indígenas no Maranhão e no Pará é o objetivo de projeto de pesquisa desenvolvido no âmbito do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Biodiversidade, mantido pelo Museu Paraense Emílio Goeldi.</p>
<p>O laboratório de práticas sustentáveis em terras indígenas próximas ao arco de desmatamento, coordenado por Claudia López, reúne diversas iniciativas de investigação. Dentre elas está uma pesquisa desenvolvida em nível de pós-graduação que faz levantamento de produtos florestais não-madeireiros em duas aldeias no Pará: Moikarakô na terra indígena Kayapó e Las Casas, na terra indígena do mesmo nome.</p>
<p>O estudo desenvolvido, no âmbito da etnobotânica, pela mestre Sol González Pérez, aborda aspectos do conhecimento e uso de recursos vegetais, assim como das possibilidades de comercialização e possível geração de renda através do artesanato. Pesquisas dessa natureza atendem demandas das próprias comunidades, encaminhadas por seus representantes aos cientistas que se dedicam a estudar populações indígenas.</p>
<p><span id="more-4522"></span></p>
<p>De início, foi necessário fazer um mapeamento das principais áreas de coleta de sementes, fibras, cipós, além de plantas medicinais utilizadas na medicina tradicional dos índios. Para ambas as aldeias, o estudo foi direcionado às sementes usadas no artesanato. Quarenta e duas espécies de plantas fornecedoras de sementes foram levantadas: 32 em Moikarakô e 26 em Las Casas.</p>
<p>Embora 16 deste total de espécies sejam comuns às duas aldeias, é interessante destacar que entre os Kayapó o intercâmbio de matérias-primas de origem vegetal é uma atividade habitual entre os residentes das diferentes aldeias, e acontece devido à ausência ou presença dos recursos no entorno onde residem, e também como estratégia para reforçar laços sociais, muito importantes entre os índios.</p>
<p>Entre os Ka’apor da aldeia Las Casas, além das sementes utilizadas no artesanato, outros produtos florestais não madeireiros se destacaram. Entre eles, o pequi, do qual são consumidos os frutos; o buriti, cujas fibras são amplamente usadas no artesanato, e o babaçu, utilizado principalmente para a construção de casas (folhas) e para a extração de óleo (das amêndoas). Todas essas espécies são típicas do ambiente cerrado e sua coleta implica tanto na participação feminina (babaçu) e masculina (buriti) quanto na familiar (pequi).</p>
<p><strong>SEMENTES</strong></p>
<p>A utilização de sementes requer um longo processo de tratamento, envolvendo lavagem, secagem, perfuração e, ao final, a sua utilização associada a miçangas, fios de nylon e algodão adquiridos no comércio próximo. Nem sempre foi assim. O artesanato indígena usava materiais originais, fabricados por eles próprios como era o caso do fio de algodão. Os padrões dos desenhos em colares, por exemplo, também hoje mesclam materiais, mas nem por isso deixam de receber o que a pesquisadora denomina de assinatura Kayapó.</p>
<p>No sul do Pará na aldeia Las Casas, a produção de artesanato a partir de sementes é uma atividade predominantemente masculina, uma vez que são principalmente os homens que participam da etapa da coleta de sementes e produção dos colares. Isto não impede, porém, que a atividade venha se tornando familiar. Entre as atividades femininas se destacam os trabalhos feitos com miçangas. Independente da questão de gênero é preciso ressaltar que ao imprimir sua marca, os Kayapó, com seu estilo próprio, também aplicam valor diferenciado ao produto, explica Pascale de Robert, que juntamente com Márlia Coelho Ferreira, orienta o trabalho de mestrado de Sol.</p>
<p>Mas a etapa mais difícil ainda está por vir: a comercialização da produção. A distância dos centros urbanos e a impossibilidade de utilizar materiais hoje proibidos como penas, madeiras e fibras são dois empecilhos.</p>
<p>Dados os valores que alcançam o produto final, o público que tem poder aquisitivo não necessariamente se interessa pelos artefatos. Outro estudo realizado pela antropóloga Claudia López e sua orientanda, Marluce Araújo, entre o povo indígena Ka’apor da Terra Indígena Alto Turiaçu &#8211; MA, além da pesquisa acadêmica sobre a cultura material Ka’apor, busca alternativas de comercialização dos artefatos indígenas em Belém, mas o sistema de venda consignada -onde o produtor só recebe quando o artigo é vendido &#8211; sob o qual opera o Espaço São José Liberto &#8211; e que concentra uma variedade de artigos artesanais Ka’apor, traz dificuldades para as necessidades imediatas de geração de renda.</p>
<p>Ainda que do ponto de vista acadêmico, demandas por vias de comercialização não se constituam fundamentais, as parcerias institucionais facilitadas pelos que mais diretamente estão em contato com as comunidades, são formas legítimas de atuação. Assim, Claudia López menciona possibilidades de colaboração com a Funai para intermediar ação no campo da produção de artefatos indígenas. Há também proposta de alternativa de geração de renda com a demanda de implantação de um Museu de Arte Kayapó na aldeia Las Casas, visando à difusão da Cultura Kayapó.</p>
<p>A partir do método etnográfico, Marluce, sob orientação da antropóloga do Museu Goeldi, Claudia López, identificou em algumas viagens de campo, o potencial das espécies vegetais.</p>
<p>(Agência Museu Goeldi)</p>
<p>Fonte: [ <a href="http://www.diariodopara.com.br/N-150568-PRODUCAO+INDIGENA+E+ALVO+DE+PESQUISA.html">Diário do Pará</a> ]</p>
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		<title>OMS quer mais proximidade com Anvisa</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 05:45:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson Porto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fitoterápicos]]></category>
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		<description><![CDATA[2 de fevereiro de 2012 A OMS quer entender melhor o processo de regulação sanitária feita no Brasil, além de ampliar a cooperação com a Anvisa. Esta foi a afirmação da assistente da Diretora-Geral da OMS para Sistemas de Saúde, &#8230; <a href="http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/index.php/fitoterapicos/oms-quer-mais-proximidade-com-anvisa/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>2 de fevereiro de 2012</p>
<p>A OMS quer entender melhor o <strong>processo de regulação sanitária</strong> feita no Brasil, além de ampliar a cooperação com a Anvisa. Esta foi a afirmação da assistente da Diretora-Geral da OMS para Sistemas de Saúde, Carissa Etienne, durante visita à sede da Agência em Brasília. Durante o encontro, a representante da OMS destacou que <strong>uma das maiores preocupações</strong> da organização, atualmente, <strong>é o acesso seguro aos medicamentos</strong> e a busca de <strong>fundamentos científicos</strong> que garantam qualidade aos tratamentos.</p>
<p>A diretora-presidente substituta da Agência, Maria Cecília Brito, destacou o trabalho que tem sido feito no Brasil na área da Farmacopeia para <strong>garantir padrões</strong> de qualidade e maior capacidade da indústria nacional na produção de medicamentos. Ela lembrou que uma das prioridades é desenvolver o setor de fitoterápicos, que, apesar da grande biodiversidade do país, ainda é pouco desenvolvido. “O formulário de fitoterápicos lançado no último ano foi um grande avanço nesta área. Também estamos trabalhando no nível no Mercosul para desenvolver a capacidade regional”, afirmou Cecília.</p>
<p>Atualmente, o Brasil possui cerca de 400 medicamentos fitoterápicos registrados e 80 empresas atuando na área. Em dezembro de 2012, o país receberá pela primeira vez o encontro internacional da entidade, que reúne especialistas em fitoterapia e homeopatia de todo o mundo.</p>
<p>Carlos Augusto Moura – Imprensa/Anvisa </p>
<p>Fonte: [ <a href="http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/anvisa+portal/anvisa/sala+de+imprensa/menu+-+noticias+anos/2012+noticias/oms+quer+mais+proximidade+com+anvisa">Anvisa</a> ]</p>
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		<title>O NIM Indiano &#8211; o bioprotetor natural</title>
		<link>http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/index.php/artigos/o-nim-indiano-o-bioprotetor-natural/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 13:33:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson Porto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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		<description><![CDATA[por Engº Agrº José Luiz M. Garcia* Essa publicação destina-se a fornecer informações sobre a utilização do Óleo de Nim (Azadirachta indica) na Agricultura e Pecuária no controle de insetos, pragas e parasitas. Informações mais detalhadas poderão ser obtidas nas &#8230; <a href="http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/index.php/artigos/o-nim-indiano-o-bioprotetor-natural/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por Engº Agrº José Luiz M. Garcia*</p>
<p>Essa publicação destina-se a fornecer informações sobre a utilização do Óleo de Nim (<a class='linkVerbete' href='http://www.tudosobreplantas.com.br/asp/plantas/ficha.asp?id_planta=31527
' target='_blank'><i>Azadirachta indica</i></a>) na Agricultura e Pecuária no controle de insetos, pragas e parasitas. Informações mais detalhadas poderão ser obtidas nas referências listadas ao final do trabalho.</p>
<p><strong>Por que Bioprotetor Natural e não Inseticida Natural ?</strong></p>
<p>O sufixo &#8220;cida&#8221; significa aniquilador, matador, assassino. O Óleo de Nim não é um produto com o tradicional efeito inseticida aniquilador característico das substancias petro-químicas largamente utilizadas na agricultura vez que não mata os insetos instantaneamente. Essa aparente desvantagem é, na verdade, uma grande vantagem conforme será devidamente explicado posteriormente. </p>
<p>O Óleo de Nim não possui efeito nocauteador ( efeito “knock-down”) sobre os insetos e larvas. Também não funciona a longo prazo como os inseticidas biológicos tipo Bacillus turingensis (Dipel) dando margem a que os insetos continuem devastando a lavoura antes de morrerem. </p>
<p>O seu efeito é imediato, porém, de outra forma, ou seja, ele atua imediatamente repelindo e/ou fazendo com que os insetos e larvas parem de se alimentar via efeito anti-alimentar (efeito “anti-feeding”). Atua também via outros mecanismos a médio e longo prazo conforme será amplamente explicado adiante. </p>
<p>Isso torna o Óleo de Nim um excelente aliado do agricultor no controle efetivo de insetos e pragas e o coloca em posição de destaque como uma nova categoria de produtos ecologicamente corretos para a utilização na agricultura do próximo milênio. </p>
<p><span id="more-4516"></span></p>
<p>O planeta Terra não tem mais condições de absorver as milhares e milhares de toneladas de produtos petro-químicos venenosissimos usados atualmente na agricultura convencional que todos nós sabemos irão gerar uma série de problemas de saúde. O Óleo de Nim demonstrou ser totalmente isento de efeitos nocivos a todos os animais de sangue quente, peixes e a 6 espécies diferentes de minhocas e demais organismos de solo. Ou seja, o óleo de Nim é um novo conceito em termos de controle de insetos e pragas que tem auxiliado milhares e milhares de agricultores conscientes em diversos países.</p>
<p>Os inseticidas sintéticos originários da petro-quimica matam indiscriminadamente os insetos e larvas, poluem o ambiente, intoxicam operadores, seus familiares, e até mesmo os consumidores e portanto, e por isso mesmo, tem sido repudiados a nível mundial. Não obstante serem extremamente tóxicos, esses produtos não conseguem de forma alguma controlar os insetos pois são formulados utilizando-se de apenas uma única molécula a qual é invariavelmente protegida por uma patente que dá direito ao seu detentor de comercializá-la a preços muitas vezes exorbitantes amparados que estão por registro efetuados junto a órgãos oficiais do governo. </p>
<p>Isto é, o governo não só colabora como também oficializa e o que é pior monopoliza a venda desses produtos altamente tóxicos e portanto é fator determinante da intoxicação generalizada da população. Ocorre que os insetos , dotados de um maravilhoso mecanismo de defesa, desenvolvem resistência a esses venenos em apenas 3 gerações em alguns casos. </p>
<p>Por isso é que em 1988 no E.P.A. ( Environment Protection Agency) já haviam cerca de 50.000 produtos químicos registrados para uso na agricultura porque a cada 3 gerações surgem novas variedades de insetos resistentes a essas moléculas isoladas e portanto novas moléculas tem que ser produzidas e patenteadas e colocadas no mercado.</p>
<p>Esse processo não tem fim. A cada ano surgem venenos mais e mais poderosos. Inseticidas e fungicidas que antes controlavam os problemas na ordem de 1 a 2 kg por hectare agora estão sendo fabricados para serem utilizados em doses de apenas 200 gramas por hectare. Esses tipos de moléculas são por assim dizer cerca de 10 vezes mais venenosas que as anteriormente utilizadas, porem as multinacionais as apresentam como mais “seguras” ao meio ambiente pelo simples fato de que se usa menos produto. Menos produto para um mesmo efeito significa maior toxicidade e não menor toxicidade. Isso é um escárnio e uma afronta a inteligência humana e cabe a voce agricultor dar um grande e rotundo “Basta!” a toda essa situação. Isso agora é possível com a utilização do Óleo de Nim.</p>
<p>Vejam por exemplo um resumo dos efeitos nocivos dos inseticidas sintéticos:</p>
<ol>
<li>Poluição ambiental.</li>
<li>Danos a saúde devido a níveis elevados ( ou mesmo baixos) de resíduos.</li>
<li>Destruição indiscriminada de insetos sem nenhuma consideração sobre o seu papel no meio ambiente muitas vezes benéfico, como no caso dos inimigos naturais.</li>
<li>Envenenamento de animais de sangue quente como pássaros, gado, criação em geral e pessoas que tenham contacto com os mesmos.</li>
<li>Desenvolvimento de resistência em insetos.</li>
<li>Ressurgimento de certas pragas secundarias e/ou principais que estavam sendo anteriormente controlada por insetos que foram destruídos pelo agrotóxico. Com o seu desaparecimento houve menos concorrência e novas pragas, então, surgiram.</li>
</ol>
<p><strong>Qual o principal ( ou principais) ingrediente ativo do Óleo de Nim ?</strong></p>
<p>O Óleo de Nim exibe o seu poder controlador de insetos devido a uma série de ingredientes com características pesticidas ( 7 ). O seu principal grupo de ingredientes ativos é uma mistura de 3 ou 4 compostos bastante assemelhados porem conta , também, com 20 outros ingredientes menores mas que são bastante ativos de uma maneira ou de outra. Os principais ingredientes pertencem a uma classe de produtos naturais conhecidos como triterpenos mais especificamente limonoides ( 7 ). Até o momento,, pelo menos 9 limonoides extraídos do Nim demonstraram habilidade para inibir o crescimento e desenvolvimento dos insetos. Novos limonoides estão sendo descobertos porem a azadirachtina, salanina, meliantriol, e a nimbina são os mais conhecidos ( 9 ).</p>
<p>A Azadirachtina foi um dos primeiros princípios ativos a serem isolados do Nim e já provou ser o principal ingrediente no combate aos insetos. Atribui-se a Azadarachtina cerca de 90% dos efeitos causados nos insetos e é, por isso mesmo, utilizada como padrão de qualidade quando da utilização de óleos de Nim de diversas procedências .</p>
<p>A AgroEcologic só utiliza óleos de Nim cuja concentração estejam acima de 1.700 ppm de Azadarachtina para a preparação de emulsionados.</p>
<p>A Azadarachtina não mata instantaneamente os insetos porem os impede de continuarem se alimentando. Alem disso, interfere no seu desenvolvimento e já demonstrou ser um dos mais potentes reguladores de crescimento de insetos pesquisados nos últimos 20 anos ( 9 ).</p>
<p>Essa substancia repele ou reduz a ingestão de alimentos de varias espécies de insetos prejudiciais as lavouras bem como de alguns nematóides ( 9 ). Na verdade ela é tão potente que um simples traço da sua presença impede que alguns insetos cheguem até a tocar as plantas.</p>
<p>A Azadarachtina é estruturalmente similar ao hormônio chamado “ecdysona” que controla o processo de metamorfose das diversas fases da vida do inseto ( larva, pupa e inseto adulto).</p>
<p>Ela afeta o Corpus cardiacus, um órgão semelhante a glândula pituitária na espécie humana, que controla a secreção de hormônios. A metamorfose requer uma sincronia perfeita de vários hormônios e outras mudanças fisiológicas para ser bem sucedida e a Azadarachtina é um bloqueador de “ecdysona”. Ela bloqueia a produção e a liberação desse hormônio vital para os insetos. Os insetos então não fazem a “muda” ou mudança de uma fase para outra, interferindo no seu ciclo de vida.</p>
<p>O melantriol é um outro inibidor alimentar que em concentrações extremamente baixas tem o efeito de paralisar a alimentação dos insetos. Esse seu efeito foi pela primeira vez demonstrado nos gafanhotos. A salanina foi o terceiro terpenoide a ser isolado do Nim.</p>
<p>Estudos indicaram que a salanina é também extremamente poderosa na sua ação anti-alimentar porem não interfere na metamorfose. O gafanhoto migrador, besouro listrado do pepino, moscas domésticas e o besouro japonês foram bastante afetados tanto em testes de laboratório quanto em testes de campo. A Nimbina e Nimbidina tiveram o seu efeito anti-viral demonstrado. Elas afetaram o vírus X da batata, vírus da vaccinia e vírus fowl pox. Existe a possibilidade desses dois ingredientes serem usados no controle dessas viroses em lavouras e animais.</p>
<p>Certos ingredientes menores também possuem efeito anti-hormonal. A pesquisa também demonstrou que alguns desses ingredientes menores conseguem até paralisar o mecanismo de deglutição, desta forma impedindo os insetos de se alimentarem. Dentre esses limonoides secundários foram isolados o deacetylazadarachtinol que demonstrou ser eficaz contra a lagarta do broto do tabaco.</p>
<p><strong>Qual o mecanismo de ação do Óleo de Nim nos insetos ?</strong></p>
<p>Até o momento já foram descritos na literatura científica os seguintes efeitos :</p>
<ul>
<li>Repelente de larvas e adultos.</li>
<li>Inibindo ou impedindo o desenvolvimento de ovos, larvas ou pupas.</li>
<li>Bloqueio da “muda” de larvas ou ninfas.</li>
<li>Impedindo a comunicação sexual e o acasalamento.</li>
<li>Impedindo que fêmeas depositem os ovos.</li>
<li>Esterilizando insetos adultos.</li>
<li>Envenenando larvas e insetos adultos.</li>
<li>Inibindo a alimentação.</li>
<li>Bloqueio da habilidade de deglutir, isto é redução da motilidade intestinal.</li>
<li>Perturbação da metamorfose nas várias etapas.</li>
<li>Inibindo a formação de quitina</li>
</ul>
<p><strong>Qual o mecanismo de ação da Azarachtina ?</strong></p>
<p>Os vários estudos demonstraram que o mecanismo de ação da Azadarachtina pode ser conforme abaixo relacionados ( 9 ) :</p>
<p>    <strong>1. Efeito Anti-alimentar via oral.</strong><br />
    a) Principal : Inibe a atividade dos receptores de sensibilidade gustativa da cavidade oral, modifica a ingestão normal de alimentos e a capacidade alimentar prospectiva dos Insetos.<br />
    b) A ingestão de princípios ativos junto com o alimento conduz a inanição e morte.</p>
<p>    <strong>2. Ação Dermal.</strong> Penetra através da cutícula dos insetos e inibe a síntese de quitina, provocando, então desidratação e morte.<br />
    <strong>3. Efeito Repelente</strong>. Devido a mudanças no comportamento locomotor e estacionário dos insetos, em alguns casos o acasalamento, assim como a comunicação sexual é afetada.<br />
    <strong>4. Efeito Destruidor do Crescimento</strong>. Pela inibição do crescimento normal do inseto por meio da interferência nos ciclos de mudança . Suprime a atividade da ecdysona e a larva não efetua a mudança de fase, mas fica na fase jovem para sempre até que eventualmente morre.<br />
    <strong>5. Efeito na sobrevivência e reprodução pela ação inibidora da ovoposição</strong>. Quando a fêmea atinge o período de postura do seu ciclo de vida, a ovoposição é suprimida ou inibida.<br />
    <strong>6. Efeito no Sistema Endócrino</strong>. Os extratos de Nim são acumulados no sistema neurosecretório do inseto, e por cruzarem a barreira cerebral , são concentrados no corpus cardiacus , resultando em uma menor utilização das proteínas neuro-secretórias.</p>
<p><strong>Há quanto tempo já se utiliza o Óleo de Nim na agricultura ?</strong></p>
<p>Embora a utilização do Nim na medicina Ayurveda esteja mencionada em escritos sanscritos de milhares de anos de idade a sua utilização na agricultura é de certa forma recente. A habilidade do Nim em repelir insetos foi pela primeira vez descrita na literatura cientifica em 1928 e 1929. Dois cientistas Indianos, Dr. R.N. Chopra e Dr.M.A. Husain usaram uma solução aquosa contendo 0,001% de frutos secos moídos para repelir gafanhotos do deserto ( 9 ).</p>
<p>Porem a sua real importância somente foi demonstrada em 1962. Naquele ano, em testes de campo efetuados em Nova Delhi, S. Pradhan pulverizou diversas espécies de plantas com uma solução de frutos de Nim . Ele observou que embora os gafanhotos pousassem sobre as plantas tratadas eles se recusavam a come-las e que esse efeito durava até 3 semanas após o tratamento. Alem do mais ele observou que o extrato do fruto de Nim era ainda mais eficiente do que os inseticidas químicos convencionais utilizados naquela ocasião e que o seu efeito repelente era tão forte quanto o seu efeito pesticida. Nos campos tratados com inseticidas químicos adjacentes os insetos morreram mas não sem antes terem devorado as plantas.</p>
<p>Os efeitos reguladores do crescimento foram independentemente observados na Inglaterra e no Kenia em 1972. Na Inglaterra, L.N.E. Ruscoe, na época um funcionário da I.C.I. , testou Azadarachtina em insetos prejudiciais a lavouras como Borboleta branca do repolho ( Pieris brassicae) e besouro manchador do algodão ( Dysdercus fasciatus) e notou efeitos de regulação de crescimento em todos os casos. Naquele mesmo ano, no Kenia, um estudante de pós graduação alemão , K. Leuschner trabalhando na Estação Experimental de Café ( Coffee Research Station) de Upper Kiamu observou que um extrato metanolico da folha do Nim controlava o bezouro do café (Antestiopsis orbitalis bechuana) por meio de efeito regulador de crescimento. A maioria das ninfas tratadas no estágio quinto instar morriam nas mudas subsequentes e as poucas que sobreviveram tiveram mal formação de tórax e asa na fase adulta.</p>
<p>Os efeitos de redução da fecundidade dos insetos foi demonstrado por R. Steets, outro estudante de pós graduação, e H. Schmutterer na Alemanha. Eles observaram e eficiência do Nim em bezouro mexicano do feijão ( Epilachta varivestis) e bezouro da batata Colorado ( Leptinotarsa decemlineata) cuja ovoposição foi reduzida quase que a zero. Algumas fêmeas foram quase que esterelizadas e esse efeito era irreversível ( 9 ).</p>
<p><strong>Em que parte da arvore do Nim concentra-se a maioria dos ingredientes ativos ?</strong></p>
<p>Os ingredientes ativos da arvore do Nim encontram-se presentes em quase toda a planta. Entretanto, é no fruto que eles se encontram em maior concentração e notadamente no óleo que é extraído desses frutos.</p>
<p><strong>Quais os principais insetos ou classes de insetos controlados pelo Óleo de Nim ?</strong></p>
<p>Em 1990, pesquisadores relataram que os extratos de Nim afetavam quase 200 espécies de insetos (7). Outros autores relatam até 400 espécies de insetos ( 9 ) nas ultimas duas décadas como sendo afetados pêlos ingredientes ativos do Nim.</p>
<p><strong>Classe Orthoptera</strong>: Compreende gafanhotos, grilos, esperanças, etc&#8230;. Nessa classe de insetos o efeito anti-alimentar é bem marcante. Varias espécies se recusam a comer plantas tratadas com nim por vários dias e algumas vezes até varias semanas.</p>
<p><strong>Classe Homoptera</strong>: Afídeos (pulgões), moscas brancas, psyllids, cochonilhas, e outros insetos dessa classe são sensíveis ao nim em diversos graus de eficiência. É interessante ressaltar que os ingredientes ativos do Nim podem influenciar a habilidade dos homopteros de serem portadores e de transmitirem certas viroses. Esse efeito já foi observado em arroz com o virus “tungro” transmitido por homopteros.</p>
<p><strong>Classe Thysanoptera</strong>: O Nim tem demonstrado ser muito eficiente em larvas de trips que ocorrem no solo. Entretanto, uma vez que os insetos adultos tenham se estabelecido nas plantas eles passam a ser menos suscetíveis aos extratos de Nim. As formulações oleosas mostraram-se mais eficientes em alguns ensaios talvez devido ao fato de que o óleo cobre e sufoca esse tipo de insetos.</p>
<p><strong>Classe Coleóptera</strong>: As larvas de todos os tipos de besouros, especialmente os fitófagos coccinelideos, e crisomelideos, são bastante afetados pelo óleo de Nim. Eles se recusam a comer plantas tratadas, crescem devagar, e alguns são mortos ao contato com os princípios ativos.</p>
<p><strong>Classe Lepdoptera</strong>: Resultados de inúmeros ensaios de campo, notadamente com traças, demonstraram que as larvas de diversos lepidópteros são altamente suscetíveis ao Nim . Tudo indica que pragas como lagartas militares, brocas de fruto, broca do milho, e pragas afins serão os principais alvos do óleo e dos extratos de Nim no futuro. O Nim os impede de se alimentarem porem esse efeito é menos marcante do que os danos ao crescimento e desenvolvimento que ele causa. Até o momento todos os resultados de campo, em São Paulo, com o nosso produto tem sido bastante animadores. Todos os produtores relatam uma diminuição sensível no ataque de lagartas e traças.</p>
<p><strong>Classe Diptera</strong>: Varias espécies de dipteros como mosca de frutas, mosca dos chifres, e moscas domesticas são também um bom alvo para Óleo de Nim. Em São Paulo, já temos resultados de campo que comprovam a eficiência do nosso emulsionado de óleo de nim em moscas de frutas em maracujá. Foi observado, que a mosca dos chifres não se desenvolve em esterco tratado com pulverizações de Óleo de Nim.</p>
<p><strong>Classe Himenoptera</strong> &#8211; Efeitos anti-alimentar e desregulando a crescimento. Suscetível.</p>
<p><strong>Classe Heteroptera</strong> &#8211; Insetos sugadores que atacam diversas lavouras como café, arroz, hortaliças. São afetados. As propriedades sistêmicas do Nim afetam o seu habito alimentar e desregulam o seu crescimento e desenvolvimento.</p>
<p><strong>Insetos Domésticos</strong> &#8211; Baratas são bastante afetadas pelo Óleo de Nim. Ele mata os insetos jovens e inibe os adultos de efetuarem a ovoposição. Larvas impregnadas com óleo de Nim funcionaram em diversas espécies de barata incluindo a B. germânica</p>
<p><strong>Pragas e Insetos de Produtos Armazenados</strong> &#8211; O Nim tem demonstrado um potencial excelente para a utilização em produtos armazenados.</p>
<p>Aliás, esse é uma das suas utilizações mais antigas na Ásia e a literatura está repleta de ensaios bem sucedidos. Houve controle de 3 a 6 meses em produtos armazenados tanto com o óleo quanto com o pó da folha. Espécies de Sitophilus e Tribolium são controladas com sucesso por preparações contendo ingredientes ativos da planta do Nim.</p>
<p><strong>Há quanto tempo se utiliza o Óleo de Nim no Brasil ?</strong></p>
<p>No Brasil o fomento ao Nim começou com a ajuda prestada pela GTZ, empresa estatal alemã, destinada a promover a redução de produtos tóxicos na agricultura, que injetou recursos na CATI criando o projeto “ Solo Vivo”. Nessa época o Eng. Agr. Helcio de Abreu Jr., o grande e incansável divulgador dessa arvore no Brasil, teve o seu primeiro contato com o Nim, embora essa planta já tivesse sido introduzida pelo I.A.C. ( Instituto Agronômico de Campinas) há 28 anos atrás pela seção de Plantas Medicinais que ainda possui a arvore de Nim mais antiga do Brasil nos fundos da referida seção. Posteriormente, e de forma tímida, foram feitas algumas importações do óleo de Nim da América Central porem o preço era exorbitante e dificultava o acesso dos produtores a esse importante insumo ecológico.</p>
<p><strong>Será que os insetos irão desenvolver resistência ao Óleo de Nim ?</strong></p>
<p>Todos os autores consultados são da opinião que será extremamente difícil aos insetos desenvolverem resistência aos ingredientes ativos do Óleo de Nim devido ao fato de serem inúmeros ( cerca de 40 ingredientes ativos) e da forma como os mesmos atuam.</p>
<p>Alguns dos ingredientes ativos são bloqueadores da ecdysona que é um hormônio natural.</p>
<p>Fica extremamente difícil aos insetos desenvolverem qualquer tipo de resistência quando inúmeros mecanismos são afetados ao mesmo tempo. Em ensaios conduzidos com o fim específico de desenvolver resistência nos insetos demonstrou-se ser essa possibilidade muito remota. Traças do repolho após 35 gerações consecutivas expostas ao Nim continuaram a exibir a mesma suscetibilidade aos princípios ativos.</p>
<p>O que pensam as organizações mundais como a F.A.O. sobre o Óleo de Nim ?</p>
<p>Diversas organizações internacionais como a GTZ da Alemanha tem promovido a pesquisa cultura e difusão do Nim como uma forma de reduzir a utilização de inseticidas sintéticos na agricultura principalmente no países do terceiro mundo, já que no primeiro mundo eles contam com mecanismos eficientes que coíbem a utilização desses produtos venenosos. Um exemplo disso é o Baysiston , da Bayer, que está proibido na Alemanha, sede daquela empresa, mas que continua sendo vendido no Brasil matando agricultores em todo o pais todos os anos. O Conselho Nacional de Pesquisas ( National Research Council) de Washington, USA, chamou o Nim de “a arvore para resolver os problemas globais”.</p>
<p>A FAO ( Food and Agriculture Organization ) chamou o Nim de “ uma das maiores dádivas para a humanidade”. Recentemente, a Inglaterra rejeitou um pedido de uma empresa americana que pretendia “patentear” a planta do Nim para poder auferir lucros exclusivos sobre essa fonte inesgotável de recursos e verdadeira dádiva a humanidade.</p>
<p><strong>O Óleo de Nim é tóxico ao homem e a vida silvestre ?</strong></p>
<p>Até o momento não foram encontrados nenhum efeito tóxico a animais de sangue quente incluindo pássaros, a peixes, a minhocas e demais organismos de solo. Em 1985 o E.P.A. (Environment Protection Agency) aprovou o produto comercial Margosan-A para controle de trips, moscas brancas, minadores de folha, lagartas em geral, pulgas, traças, broca de chifre, baratas, lagartas militares em estufas, viveiros, florestas e residências com base em estudo de toxicidade realizado com essa finalidade. Esse produto é um extrato dos frutos do Nim.</p>
<p>Os dados sobre toxicidade são inúmeros. Par ilustrar podemos citar que em testes com abelhas o Nim demonstrou não afetar nem esses insetos benéficos quando em aplicações diretas.</p>
<p>As doses letais LD 50 em diversos animais sempre ficavam acima das maiores dosagens aplicadas e portanto nunca eram determinadas pois os animais não morriam. Os extratos também demonstraram não ser mutagenicos em testes de mutagenecidade.</p>
<p>O Óleo de Nim destrói os Inimigos Naturais ?</p>
<p>Insetos que se alimentam de pólen como borboletas adultas e abelhas recebem uma dosagem diminuta de Nim que parece não os afetar. Alem do mais, em teste voluntário para registro do produto Margosan-A, ficou demonstrado que nem aplicações diretas contra as abelhas causou nenhum problema para esses insetos.</p>
<p>Estudos com minhocas demonstrou que o Nim pode até ter efeitos positivos sobre esses animais de solo. A taxa de crescimento da minhocas foi maior quando se usou folhas de nim ou torta da semente de nim misturados ao solo. No Hawaii, os cientistas descobriram um exemplo maravilhoso da sutileza dos efeitos do óleo de nim. As moscas de fruta, que anualmente causam grandes prejuízos aos agricultores, foram testadas para se determinar a sua suscetibilidade aos ingredientes ativos do Nim . Enquanto, as frutas amadureciam nas arvores, os insetos jovens no interior dos casulos desenvolviam-se no solo. Pulverizando-se o solo com uma solução de Óleo de Nim o desenvolvimento das larvas era totalmente paralisado. Porem , um parasita natural da mosca de frutas, um certo tipo de ichneumon que parasita os casulos e é utilizado no controle biológico, não era afetado provando ser resistente ao nim. Os predadores que são utilizadas como controle biológico , ao que tudo indica, são resistentes ao Nim ( 6 ).</p>
<p>Com o somatório de informações que dispomos até o momento permite-nos afirmar que o Óleo de Nim não representa um perigo iminente aos inimigos naturais e aos insetos benéficos demonstrando, mais uma vez, o extraordinário potencial dessa planta para toda a humanidade.</p>
<p><strong>Qual a melhor dosagem do Óleo de Nim ?</strong></p>
<p>O Nim é extremamente ativo como regulador hormonal mesmo a concentrações baixissimas.</p>
<p>Em alguns estudos, concentrações menores que um décimo de ppm ( parte por milhão) nas soluções foi suficiente para proteger eficientemente as plantas tratadas ( 9 ). Essa concentração é equivalente a 0,00001 por cento ou aproximadamente uma colher de chá de nim para 4.000 litros de água. Alguns insetos começam e se desinteressar por algumas plantas mesmo a essas concentrações baixíssimas.</p>
<p>Nesse particular o produtor deve testar o Nim e descobrir por si mesmo a dosagem mais econômica. São centenas de culturas e milhares de insetos nas mais diversas condições de cultivo. Isso propicia milhões de diferentes situações e a pesquisa jamais irá responder a sua questão especifica a menos que a sua lavoura tenha uma importância econômica muito grande e a menos que o governo decida que já chega de intoxicar a população e comece a pesquisar formas menos tóxicas de controle de insetos.</p>
<p>Na prática recomenda-se concentrações de Óleo emulsionado que variam de 0,5 até 1%.</p>
<p>Entretanto, fica o lembrete de que o Óleo de Nim emulsionado poderá apresentar resultados em concentrações bem inferiores.</p>
<p><strong>O Óleo de Nim tem efeito por contacto ou é um produto sistêmico?</strong></p>
<p>As duas coisas.</p>
<p>Os ingredientes ativos ficam depositados na superfície das plantas mas também são absorvidos pelas plantas. O fato dos extratos de plantas poderem ser absorvidos e consequentemente conferir uma defesa de dentro para fora é talvez uma das características do Nim mais interessantes. O nível da atividade sistêmica difere de planta para planta e de uma formulação para outra. Extratos que não contenham óleo, com pouco óleo e com muito óleo exibem diferentes níveis de ação sistêmica.</p>
<p><strong>Quais as formas de aplicação do Óleo de Nim ?</strong></p>
<p>O Óleo de Nim é geralmente apresentado sob a forma de emulsão embora a Agro Ecologic esteja desenvolvendo uma nova formulação com alta concentração de Azadarachtina e que irá conter apenas óleo de nim e não mais o emulsionante. Essa formulação estará disponível a partir de Setembro de 2000.</p>
<p>O Óleo emulsionado é geralmente pulverizado sobre as plantas com pulverizadores costais, ou motorizados. Pode-se usar também atomizadores e recentemente foram feitos testes com maquinas geradorasde fumaça ou “fog” na qual o produto é usado na forma pura sem diluição.</p>
<p>No caso de moscas é comum a preparação de iscas atrativas com açúcar.</p>
<p>É iqualmente relatada a aplicação via injeções em troncos de arvores ( 6 ) para controle de lagartas minadoras de folha. Também utiliza-se a pulverização do solo ao redor de arvores e plantas para controle de traças que completam o seu ciclo no solo no interior de casulos.</p>
<p>Deve-se usar espalhante adesivo junto com o Óleo Emulsionado de Nim ?</p>
<p>Não há necessidade alguma de se usar espalhante adesivo com a emulsão de Óleo de Nim pois os emulsionantes possuem características químicas semelhantes aos espalhantes adesivos exercendo o mesmo papel que estes na superfície das folhas.</p>
<p>De quanto em quanto tempo se aplica o Óleo de Nim ?</p>
<p>Aqui também estamos diante de uma situação que irá requerer a participação ativa do produtor. A pesquisa ainda não respondeu a essa pergunta. Algumas experiências demonstraram que o efeito anti-alimentar persiste por até três semanas após a aplicação.</p>
<p>Alguns produtores aplicam pulverizações semanais e acham que essa frequencia é a ideal. Cada caso irá requerer um estudo individualizado. A regra geral é quanto menos aplicações melhor. Também existem diferenças básicas entre cultivos protegidos em estufas e à campo, de formas que não é possível ter-se uma recomendação geral para todas as culturas e em todas as situações de cultivo.</p>
<p>O Óleo de Nim é compatível com outros produtos ?</p>
<p>O Óleo emulsionado de Nim para fins agrícolas é compatível com a maioria dos insumos aplicados na Agricultura Orgânica. Entre os produtos compatíveis podemos citar o Biofertilizante, o acido pirolenhoso, alguns fertilizantes foliares à base de Cálcio e Boro como o CaB2. Entretanto, não recomendamos a sua aplicação nem com a Calda Bordaleza e nem com a Calda Sulfocalcica devido a sua reação alcalina. Entretanto, esta recomendação não está amparada em pesquisas cientificas sendo necessário e urgente pesquisar-se esse aspecto para posterior analise.</p>
<p>A combinação do óleo de Nim com inseticidas biológicos à base de Bacillus thuringensis ( Dipel) tornam o controle ainda mais eficiente.</p>
<p><strong>Como escolher qual o produto a ser comprado já que não existe produto registrado no mercado?</strong></p>
<p>Embora já existam produtos a base de Nim registrados em outros países , o que prova a eficiência desse produto, no Brasil o processo é bastante demorado e caro. Estima-se que o custo de registro de um produto no Ministério da Agricultura esteja entre US$ 75.000,00 a US$ 250.000,00. Além do mais é amplamente conhecido o fato de que apenas umas poucas firmas multinacionais tem acesso a esses registros. Diversas firmas brasileiras do ramo de Agrotóxicos tem movido repetidos processos judiciais contra o Ministério da Agricultura por se sentirem prejudicadas com esse sistema injusto. Alem do mais os custos de registro terão que ser fatalmente repassados ao consumidor final. </p>
<p>E pergunta-se: Para quê ? Para provar o que todo o mundo já sabe ? Que o Óleo de Nim é um eficiente protetor natural contra os insetos ? Para corroborar mais de duas décadas de pesquisas científicas ? Para corroborar o que milhares de usuários satisfeitos em todo o mundo estão dizendo sobre o Óleo de Nim ? Para redescobrir a pólvora ?</p>
<p>A maioria do produtores que se preocupam com o meio ambiente são reconhecidamente inteligentes ao ponto de reconhecerem que esse sistema institucionalizado de registros de produtos para a lavoura é mais um escândalo nacional e falar-se em registro para produtos naturais é mais outra grande hipocrisia, sem mencionar-mos o aspecto estritamente ditatorial que esses registros impõe ao seu direito de optar. Ou seja, não se pode usar o que se bem deseja, mas sim o que eles querem que voce use ou permitem ( por meio de registros). Isso tem um só nome : Ditadura!. Infelizmente, não podemos concordar com esse tipo de procedimento.</p>
<p>Multinacionais ávidas por lucro irão tentar monopolizar mais essa fonte natural para o controle de insetos tentando nos escravizar mais e mais ( 6 ). Porem cabe a todos nós repudiar mais essa tentativa.</p>
<p>Entretanto, o consumidor consciente tem que saber como proceder pois haverão muito em breve os aproveitadores que tentarão tirar proveito da boa reputação do óleo de Nim e tentarão vender produtos de inferior qualidade e com baixo teor de Azadarachtina.</p>
<p>Por isso adquira sempre esse produto de pessoas que já tenham uma reputação comprovada no meio da agricultura orgânica. No final desse trabalho existe uma lista de revendedores nos quais o Óleo de Nim poderá ser adquirido.</p>
<p><strong>O Óleo de Nim é um produto permitido pelas organizações certificadoras de Agricultura Orgânica no Brasil ?</strong></p>
<p>Sim, o Óleo de Nim é autorizado por todas as certificadoras orgânicas a nível mundial sem nenhuma exceção.</p>
<p><strong>Que cuidados devemos ter para a melhor utilização do Óleo de Nim ?</strong></p>
<p>Os princípios ativos do Óleo de Nim são sensíveis a luz e ao calor . Portanto, mantenha as embalagens e locais frescos e ao abrigo da luz. Durante o inverno, em locais frios, o Óleo de Nim se solidifica e por isso temos que nos certificar que a emulsão esteja dissolvida antes de formular a pulverização. A Azadarachtina tende a se concentrar no fundo do frasco e pro isso deve-se sempre agitar o frasco de emulsão muito bem agitado antes de utiliza-lo.</p>
<p>A pulverização deve cobrir bem a folha pois o produto só funcionará onde os princípios ativos atingirem de fato a superfície da folha.</p>
<p><strong>Devo usar o Óleo de Nim da mesma forma que antes utilizava os inseticidas agrotóxicos ?</strong></p>
<p>Não. Em hipótese alguma. Nada irá substituir o cuidado com o solo que é base de tudo.</p>
<p>Nada irá substituir uma nutrição adequada à planta bem como os demais cuidados a serem observados tanto numa produção orgânica como em uma convencional como rotação de culturas, preparo mínimo de solo, correção de acidez de forma adequada (evitando-se o excesso de magnésio e uma boa relação entre Ca:Mg), irrigação adequada, equilíbrio entre os diversos nutrientes, seleção adequada de variedades, adaptação da cultura à região, etc.</p>
<p><strong>Que outras medidas devo adotar para melhorar o controle de insetos na minha lavoura ?</strong></p>
<p>Hoje é sabido que os insetos só se sentem atraídos por aquelas plantas que sinalizam a eles de alguma forma que precisam ser eliminadas. Essa é a lei inexorável da natureza. Os mais fracos tem e devem ser eliminados. Pesquisas recentes ( 1, 2, 5 ) demonstraram que algumas plantas exalam quantidades mínimas de álcool e amônia sinalizando, então, aos insetos a sua agonia e como que “pedindo” para serem eliminadas. Por outro lado, especula-se também que o nível de proteína na planta é fator desencorajador ao ataque de insetos e que os micro nutrientes teriam um papel decisivo na conversão dos amino-ácidos livres à proteínas. Dessa forma, reveste-se de grande importância o papel dos micro nutrientes ou elementos traço na nutrição vegetal. </p>
<p>É amplamente reconhecida a importância e o valor dos biofertilizantes na nutrição vegetal, como uma das formas de se conferir ao mesmo uma maior resistência ao ataque de insetos devido a uma boa suplementação nutricional. Entretanto, mesmo o melhor dos biofertilizantes não irá conter todos os elementos traços requeridos para uma nutrição vegetal perfeita, razão pela qual se preconiza a aplicação de fontes fósseis de microelementos como carvões fósseis ( xisto, linhito, turfas ) bem como de rochas de reconhecido valor nutricional para as plantas com forma de repor ao solo os elementos traços perdidos ao longo de milhares de anos de intemperização dos nossos solos tropicais.</p>
<p>A Agro Ecologic vem pesquisando fontes de carvão fóssil bem como jazidas minerais e espera ter essas fontes disponíveis ao produtores a partir de novembro de 2000.</p>
<p><strong>Literatura Citada</strong></p>
<p>    1. Andersen, A.B. Ph.D. Science in Agriculture.Acres U.S.A. ,376 pp, 2.000.<br />
    2. Callahan, P. S. Ph.D. Paramagnetism. Rediscovering Nature´s Secret Force of Growth Acres U.S.A. , 128 pp, 1995<br />
    3. GTZ. Neem. A Natural Insecticide.”Gewinnung naturlicher Insektizide aus tropischen Pflanzen”, Deutsche Gesellschaft fur Technische Zusammenarbeit (GTZ), 34 pp., Eschborn, sem data.<br />
    4. KONPHALINDO. National Consortium for Nature and Forest Conservation in Indonesia.National Conference on Biopesticides with emphasis on Neem., GTZ &#8211; Deutche Gesellschaft fur Technische Zusammenarbeit (GTZ) GmbH, 132 pp., Eschborn, 1998.<br />
    5. Lisle, Harvey. The Enlivened Rock Powders. Acres U.S.A. , 194 pp, 1994.<br />
    6. Norten, Ellen. NEEM. India´s Miraculous Healing Plant. Healing Arts Press., 92 pp., 2.000.<br />
    7. Puri, H.S. NEEM. The Divine Tree. . Medicinal and Aromatic Plants &#8211; Industrial Profile, Harwood Academic Publishers, 182pp., 1999.<br />
    8. Proceedings of a Seminar held in Dodowa.The Potentials of the Neem Tree in Ghana. GTZ &#8211; Deutche Gesellschfat fur Zusammenarbeit (GTZ) GmbH., Division 45, Rural Development, Working Field : “Non-synthetic Pesticides “,129 pp., Eschborn, 1988.<br />
    9. Report of an Ad Hoc Panel of the Board of Science and Technology for International Development. NEEM. A Tree For Solving Global Problems. National Research Council, National Academy Press, Washington, D.C. 139 pp., 1992.<br />
    10..Schmutterer, H &#038; K.R.S. Ascher. Natural Pesticides From The Neem Tree and Other Tropical Plants.,Proceedings of the Third International Neem Conference, Nairobi, Kenia, GTZ &#8211; Deutche Gesellschaft fur Technische Zusammenarbeit (GTZ) GmbH., 703 pp.,Eschborn 1987.<br />
&#8230;</p>
<p>*) Engº Agrº José Luiz M. Garcia<br />
M. Sc. Horticultura – Michigan State University<br />
Consultor em Agricultura Alternativa<br />
Membro da O.T.A ( Organic Trade Associaton )<br />
Membro da I.F.O.A.M<br />
Produtor Orgânico certificado pelo I.B.D.<br />
Associado a A.A.O.</p>
<p>Fonte: [ <a href="http://www.agrisustentavel.com/doc/nim.htm">RAS</a> ]</p>
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		<title>Codex Alimentarius &#8211; você precisa saber o que esta acontecendo com sua comida !</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 20:29:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson Porto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Codex Alimentarius &#8211; Nutricídio parte 1 (legendado) Estas informações são muito importantes! Divulgue para todos que você conhecer e se interesse por alimentação. Todos nós estamos sofrendo com este problema que foi criado. www.youtube.com/watch?v=lPEx7GtuxFU Parte 2 www.youtube.com/watch?v=EIALS7dtitk Parte 3 www.youtube.com/watch?v=-lhaNA7TqJo &#8230; <a href="http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/index.php/videos/codex-alimentarius-voce-precisa-saber-o-que-esta-acontecendo-com-sua-comida/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Codex Alimentarius &#8211; Nutricídio parte 1 (legendado)</p>
<p>Estas informações são muito importantes! Divulgue para todos que você conhecer e se interesse por alimentação. Todos nós estamos sofrendo com este problema que foi criado.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=lPEx7GtuxFU">www.youtube.com/watch?v=lPEx7GtuxFU</a></p>
<p><span id="more-4504"></span></p>
<p>Parte 2</p>
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<p>Parte 3</p>
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<p>Parte 4</p>
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<p>Parte 5</p>
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