Cientistas criam métodos para ‘turbinar’ fotossíntese

Há milhões de anos, plantas, algas e algumas bactérias fazem uso da fotossíntese para transformar luz em energia. Cientistas agora se apressam a dizer: elas têm feito isso errado. Ou melhor, de um jeito ineficiente, que aproveita só 5% do que poderia.

Três dos principais nomes da área protagonizaram ontem uma das palestras que mais despertaram a atenção do público presente na reunião anual da AAAS (Sociedade Americana para o Progresso da Ciência), em Vancouver, no Canadá.

“Essa história toda de otimizar a fotossíntese pode parecer maluquice, mas eu garanto que não é. Afinal, eu não teria sido chamada para falar em um evento tão importante se a minha pesquisa não fizesse sentido”, disse Anna Jones, da Universidade do Estado do Arizona.

Ela e outros pesquisadores querem otimizar o processo de transformação da energia recebida do Sol. Atingir esse objetivo permitirá melhorar culturas de alimentos e produzir combustíveis renováveis de um jeito sustentável e em grandes quantidades.

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Salvamento das plantas do Sr. Adalberto

Oi pessoal,

Nesta última quarta-feira estivemos no abrigo, levando parte das doações e ajudando o Sr. Adalberto no salvamento de suas plantas, que ele cultivou com tanto esmero e dedicação. O espaço onde estão as plantas infelizmente será cimentado, para que a área possa ser utilizada pelos demais residentes.

Viveiro do Sr. Adalberto

As fotos da visita estão na Galeria de Fotos do projeto Tudo Sobre Plantas.

[ Viveiro do Sr. Adalberto ]

O intuito de salvar as plantas é um esforço para manter, pelo menos em vasos, as plantas ornamentais e medicinais que ele cultiva faz tempo e usa para ornamentar o abrigo Cristo Redentor.

Quem puder ajudá-lo, ajude! É o mínimo que podemos fazer para que ele saiba que sua luta não foi em vão.

Abraços!

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Planta do Cerrado usa folhas subterrâneas para capturar e digerir vermes

Por Karina Toledo

Em artigo na revista PNAS, cientistas do Brasil, Austrália e Estados Unidos descrevem como comprovaram que a Philcoxia é carnívora (divulgação)

Agência FAPESP – À primeira vista, a Philcoxia minensis parece uma planta delicada, com pequenas flores roxas, galhos finos e aproximadamente 20 centímetros de altura. Mas, sob a areia branca da Serra do Espinhaço, em Minas Gerais, ela esconde um segredo: folhas grudentas, do tamanho da cabeça de um alfinete, que atraem, capturam e digerem vermes incautos.

A descoberta foi descrita na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) por pesquisadores brasileiros, americanos e australianos. É resultado do projeto de iniciação científica “Absorção foliar de nutrientes de presas como teste de carnivoria em Philcoxia minensis p. Taylor & v. c. SOUZA (Plantaginaceae)“, desenvolvido pelo estudante da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Caio Pereira, com bolsa da FAPESP.

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A importância dos Oligossacarídeos

Cebola, chicória, alho, aspargo, alcachofra, banana, trigo, soja, mel e até uma mousse de chocolate, o que será que todos esses alimentos têm em comum? Oligossacarídeos. O nome é meio complicado, mas essas substâncias são verdadeiras guardiãs da saúde.

Nessa família de carboidratos (sim, eles são açúcares também) estão os frutooligossacarídeos (FOS) e a insulina. Esses dois últimos nomes também lhe causou estranheza? Para ir se familiarizando com eles, passe a examinar o rótulo de leite em pó, margarinas, adoçantes e sorvetes light. Essas expressões aparecem ali, ainda de forma discreta, mas os especialistas garantem que em alguns anos se tornarão figurinhas fáceis em produtos industrializados.

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Jamelão pode combater câncer

Syzygium cumini, popularmente chamada de jamelão ou azeitona

(Campinas/SP) – O mesmo pigmento que dá ao jamelão [Syzygium cumini] (também conhecido como “jambolão”) o inconveniente de manchar as mãos, os tecidos das roupas, os calçamentos das ruas e a pintura dos carros apresenta um potencial para destruir células cancerígenas. É o que mostra uma pesquisa realizada em laboratório pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O estudo constatou que o extrato da fruta que contém antocianinas, substâncias presentes na pigmentação, levou à morte uma média de 90% das células leucêmicas. Os testes foram realizados ainda em células sadias, das quais 20% morreram.

O que os pesquisadores querem descobrir agora é se a morte foi causada pela substância na sua forma original ou em razão de um produto metabólico. “Ainda há um longo caminho a ser percorrido e muitos estudos a serem feitos. No entanto, estamos empolgados com o resultado”, declarou a pesquisadora Daniella Dias Palombino de Campos. “Utilizamos dierentes concentrações do extrato e chegamos a um ponto ideal. Mas outros estudos são necessários para esclarecer os mecanismos envolvidos”, completou Daniella.

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Formigas ajudam a natureza

A formiga é pequena, mas sua função na natureza é muito importante. Remove as camadas do solo levando nutrientes do fundo para cima, e vice-versa. Assim, deixa a terra saudável. Quando passeia pelas flores, espalha o pólen para nascer novas plantas. Também remove carcaças de animais que morreram e as leva ao formigueiro.

Algumas espécies atacam insetos maiores, como gafanhotos. Isso mesmo! As pequeninas se juntam e com seus ferrões matam o bicho, depois o levam para alimentar a família. No entanto, cada espécie (há mais de 13 mil tipos) é diferente. Algumas comem de tudo, enquanto outras só determinado alimento. Da mesma forma há as que atacam em conjunto e as maiores, que são mais eficientes sozinhas.

O formigueiro é formado pela rainha, que bota ovos a vida inteira, pelas operárias fêmeas, que defendem o lar, buscam alimentos e cuidam das novas larvas e ovos. No momento certo para a espécie, a líder dá à luz a machos e futuras rainhas. Ao atingir idade adulta, filhos são liberados para voo nupcial. É quando o macho fecunda a fêmea, que terá ovinhos pela vida inteira. Em seguida, ele morre, enquanto a futura rainha busca lugar seguro para formar a família.

O filme Vida de Inseto é diferente do que acontece na vida real. Na ficção, os machos são operários. No entanto, mostra como as formigas são organizadas e ensina que os pequenos podem ser mais espertos do que se imagina.

Fonte: [ Diário do GRande ABC ]

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Ayahuasca: Uma História Etnofarmacológica

por Dennis J. McKenna, ph.D.

Das inúmeras plantas alucinógenas utilizadas pelas populações indígenas da Bacia Amazônica, talvez nenhuma delas seja tão interessante ou complexa -no sentido botânico, químico ou etnográfico -como a beberagem denominada por muitos ayahuasca, caapi ou yagé. Ela é mais conhecida como ayahuasca, termo da língua quéchua que significa “cipó das almas” e que tanto é aplicado para a beberagem como para uma das plantas básicas utilizadas na sua preparação, ou seja, um cipó malpighiáceo da floresta, cujo nome científico é Banisteriopsis caapi (Schultes, 1957).

No Brasil, a transliteração desta palavra quéchua para o português resultou no termo hoasca. A ayahuasca, ou hoasca, ocupa uma posição central na etnomedicina mestiça, de tal maneira que a natureza química dos seus constituintes ativos e sua forma de uso tornam seu estudo relevante para os temas contemporâneos da neurofarmacologia, da neurofisiologia e da psiquiatria.

O QUE É A AYAHUASCA?

No contexto tradicional, a ayahuasca é uma beberagem preparada através da fervura ou infusão das cascas e ramos da Banisteriopsis caapi junto à mistura de outras plantas. E, entre estas, o espécime mais comumente empregado é a rubiácea do gênero Psychotria, especialmente a P. Viridis, cujas folhas contêm os alcalóides necessários para o efeito psicoativo. A ayahuasca é o único preparado cuja atividade farmacológica depende de uma interação sinérgica entre os alcalóides ativos de suas plantas.

Um dos seus componentes, a casca da Banisteriopsis caapi, contém alcalóides Beta-carbolinas, potentes inibidores MAO. Quanto aos outros componentes, as folhas da Psichotria viridis ou de outros espécimes semelhantes, contêm o potente agente psicoativo N,N-dimetiltriptamina (DMT). Por si só, o DMT não é oralmente ativo quando ingerido; no entanto, poderá se tornar oralmente ativo em presença de um inibidor MAO periférico, e esta interação é justamente a base da ação psicotrópica da ayahuasca (McKenna, Towers, & Abbott, 1984).

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Visita ao Jardim Botânico Plantarum

por Anderson Porto

Domingo, 13 de novembro de 2011, partimos do aeroporto do Galeão rumo à Campinas. De lá, fomos para um hotel em Paulínia, dormimos e no dia seguinte, após o café, começamos o planejamento do que fazer nos próximos dias.

Na segunda fomos de ônibus para o local do evento. Deixo aqui registrado que na hora de entrar, após enfrentar uma fila danada, embaixo de chuva, a revista da organização jogou no lixo meu guarda-chuva, um lápis de olho de minha mulher e uma garrafinha d’água. Sim, vocês leram direito: jogaram no lixo!

Aquilo me tirou boa parte da animação e acabou se refletindo mais tarde, depois de andar pra lá e pra cá, sem ter onde descansar a não ser sentar numa calçada molhada ou tentar a sorte numa arquibancada lotada. Passadas algumas horas, resolvemos ir embora, sem forças para ver o restante dos shows.

Terça, dia 15 de novembro, acordamos cansados do shows do SWU. O dia amanhaceu chovendo forte, aguaceiro que nublou a visão do horizonte e durou toda a parte da manhã. E agora? Feriado, sem ter muito o que fazer, fomos conhecer o shopping de Paulínia.

Após o almoço, lá pelas duas da tarde, a chuva finalmente resolveu dar um tempo. Aquilo me animou! Liguei para o Instituto Plantarum para confirmar se o Jardim Botânico estava aberto. Estava! Pegamos um taxi e fomos até Nova Odessa – sem nem pensar em como seria a volta.

Chegamos no Instituo Plantarum. O coração disparou quando o portão se abriu e lá fomos nós.

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Cogumelos alucinógenos podem provocar alterações permanentes na personalidade

por Ana Carolina Prado

Um estudo da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins descobriu que a psilocibina, substância presente em cogumelos alucinógenos do gênero Psilocybe (que ficaram famosos nos anos 60, especialmente entre os hippies), pode provocar mais do que viagens psicodélicas duradouras. Uma única dose da droga foi o suficiente para causar mudanças permanentes de personalidade em 60% dos 51 voluntários da pesquisa.

As alterações envolveram a intensificação de um conjunto de aspectos da personalidade conhecido como “abertura”, que inclui imaginação, estética, sentimento e ideias abstratas. Segundo os pesquisadores, essas mudanças foram mais intensas do que aquelas que ocorrem naturalmente em adultos saudáveis ​​ao longo de décadas de experiências de vida.

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UnB desenvolve revestimento acústico a partir de fibras vegetais e papel reciclado

por Hebert França

Agência Brasil – ABr – Combinando baixo custo e preocupação ambiental, a professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (Fau), da Universidade de Brasília (UnB), Rosana Stockler, desenvolveu placas de absorção sonora feitas de fibras vegetais e papel reciclado. Elas diminuem a reverberação do som, o que as torna ideal para a instalação em ambientes onde o prolongamento do som não é interessante como estúdios e salas de aula.

Rosana explica que ambientes montados com materiais lisos e rígidos – chapas metálicas, vidros, fórmicas, madeiras envernizadas – refletem o som, promovendo a reverberação. O que não ocorre em espaços cujo acabamento privilegia materiais porosos, macios e flexíveis como os carpetes, cortinas e nos casos em que o isolamento acústico é necessário, a espuma e a própria placa criada pela pesquisadora.

Os experimentos conduzidos pela equipe da Fau, com a participação de alunos do Instituto de Artes e do curso de engenharia mecatrônica, foram realizados com fibras de tronco de bananeira e papel reciclado, mas, segundo Rosana, outras fibras como o capim da soja também apresentam resultados parecidos. “As fibras são necessárias porque inibem a decantação (separação) do papel. Optamos pela bananeira porque era o material mais acessível e otimizava a continuidade da pesquisa”, explica a professora.

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