Planta do Cerrado usa folhas subterrâneas para capturar e digerir vermes

Por Karina Toledo

Em artigo na revista PNAS, cientistas do Brasil, Austrália e Estados Unidos descrevem como comprovaram que a Philcoxia é carnívora (divulgação)

Agência FAPESP – À primeira vista, a Philcoxia minensis parece uma planta delicada, com pequenas flores roxas, galhos finos e aproximadamente 20 centímetros de altura. Mas, sob a areia branca da Serra do Espinhaço, em Minas Gerais, ela esconde um segredo: folhas grudentas, do tamanho da cabeça de um alfinete, que atraem, capturam e digerem vermes incautos.

A descoberta foi descrita na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) por pesquisadores brasileiros, americanos e australianos. É resultado do projeto de iniciação científica “Absorção foliar de nutrientes de presas como teste de carnivoria em Philcoxia minensis p. Taylor & v. c. SOUZA (Plantaginaceae)“, desenvolvido pelo estudante da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Caio Pereira, com bolsa da FAPESP.

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A importância dos Oligossacarídeos

Cebola, chicória, alho, aspargo, alcachofra, banana, trigo, soja, mel e até uma mousse de chocolate, o que será que todos esses alimentos têm em comum? Oligossacarídeos. O nome é meio complicado, mas essas substâncias são verdadeiras guardiãs da saúde.

Nessa família de carboidratos (sim, eles são açúcares também) estão os frutooligossacarídeos (FOS) e a insulina. Esses dois últimos nomes também lhe causou estranheza? Para ir se familiarizando com eles, passe a examinar o rótulo de leite em pó, margarinas, adoçantes e sorvetes light. Essas expressões aparecem ali, ainda de forma discreta, mas os especialistas garantem que em alguns anos se tornarão figurinhas fáceis em produtos industrializados.

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Com mandacaru não tem água turva

Foto: Liana John (mandacaru em flor em Ribeirão Preto, SP)

Um dos cactos brasileiros de maior porte, com ampla distribuição tanto no semi-árido como em cerrados e florestas secas, o mandacaru (Cereus jamacaru) é usado como referência de caminho por sertanejos e mateiros. E também indica a proximidade da esperada estação chuvosa, como bem lembra a voz do velho Luiz Gonzaga, no verso “mandacaru quando flora lá na serra, é sinal que a chuva chega no sertão/toda menina que enjoa da boneca é sinal de que o amor já chegou ao coração”.

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Bromélias não constituem focos preferenciais do mosquito do dengue

por Renata Fontoura

A queima de encostas com bromélias para fins de prevenção não é eficaz (Foto: Marcio Mocelin)

Um estudo desenvolvido pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC) da Fiocruz aponta que, em locais de interface entre o ambiente urbano e silvestre – como parques e encostas de morros –, as bromélias não têm um papel importante na proliferação do mosquito Aedes aegypti, vetor do vírus do dengue.

Durante um ano, 156 bromélias situadas no Jardim Botânico do Rio de Janeiro foram monitoradas, recobrindo dez espécies. O resultado do estudo aponta para o baixo índice de presença das formas imaturas do A. aegypti, gerando indícios que redirecionam o trabalho de prevenção.

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O ingrediente ativo da maconha reduz o crescimento do tumor no câncer de pulmão, diz pesquisa de Harvard

O ingrediente ativo da maconha reduz o crescimento do tumor no câncer de pulmão comum pela metade e reduz significativamente a capacidade do câncer se espalhar, dizem pesquisadores da Universidade de Harvard que testaram a substância química em ambos os estudos de laboratório com ratos.

Eles dizem que este é o primeiro conjunto de experimentos para mostrar que o composto, Delta-tetrahidrocanabinol (THC), inibe a EGF-induzida crescimento e migração no receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR) expressando não-pequenas células do pulmão linhagens de células cancerosas. Cânceres de pulmão que o excesso de expressar EGFR são geralmente muito agressivos e resistentes à quimioterapia.

O THC, que tem como alvo receptores canabinóides CB1 e CB2, é semelhante em função aos endocanabinóides, que são os canabinóides produzidos naturalmente no corpo e que ativam esses receptores. Os pesquisadores sugerem que os agentes designer de THC ou outros que ativam esses receptores pode ser usado de forma orientada para o tratamento de câncer de pulmão.

“A beleza deste estudo é que nós estamos mostrando que uma substância de abuso, se usado com prudência, pode oferecer um novo caminho para a terapia contra o câncer de pulmão”, disse Anju Preet, Ph.D., pesquisador da Divisão de Medicina Experimental.

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Fotossíntese e Respiração em Plantas e Ecossistemas no Cenário da Mudança Climática

Agência FAPESP – O Departamento de Biologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da Universidade de São Paulo (USP) realizará, de 1º a 7 de fevereiro, o curso Fotossíntese e Respiração em Plantas e Ecossistemas no Cenário da Mudança Climática.

Direcionado a estudantes de pós-graduação e jovens pesquisadores que realizam projetos sobre respiração dos vegetais e fotossíntese, o objetivo do curso é atualizar os participantes sobre os avanços do conhecimento na área, levando em conta as mudanças climáticas globais.

A programação será composta por palestras e atividades práticas, em que serão utilizados modernos aparelhos para monitoramento e medição de trocas de carbono entre as plantas e o ambiente.

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Fitoterápicos disponíveis à população

por Rodrigo Passos

Os recifenses usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) terão uma novidade a partir da segunda quinzena deste mês. Trata-se de seis medicamentos fitoterápicos que estão sendo inclusos na lista de produtos disponibilizados gratuitamente à população. Os remédios são dos mais variados tipos como antiinflamatórios, expectorantes, calmantes, analgésicos, antidepressivos, digestivos e antiácidos.

Esta inclusão surge como mais uma alternativa de tratamento aos casos ambulatoriais. A iniciativa atinge toda a rede municipal de saúde que, somente os Pontos de Saúde da Família (PSFs), atendem um número superior a 900 mil pacientes. “A proposta é realizar uma avaliação nos primeiros semestres deste ano para, posteriormente, aumentarmos o número de medicamentos com esta proposta”, revela o assessor executivo da Saúde do Recife, Tiago Feitosa.

Fonte: [ Folha PE ]

Hortas comunitárias da região metropolitana de Porto Alegre serão fortalecidas pelo governo federal

por ascom/MDS/Adriana Scorza

Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome firmou convênio com o Rio Grande do Sul no valor de R$ 900 mil para implantação de um Centro de Apoio à Agricultura Urbana e Periurbana

Brasília, 11 – Famílias em vulnerabilidade social residentes na região metropolitana de Porto Alegre receberão apoio para cultivar hortas comunitárias. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) firmou convênio com o Rio Grande do Sul para implantar um Centro de Apoio à Agricultura Urbana e Periurbana, por meio do qual o governo federal incentiva a pequena produção.

O MDS repassará R$ 720 mil à Secretaria do Trabalho e do Desenvolvimento Social do estado, que dará como contrapartida R$ 180 mil, totalizando R$ 900 mil. O Rio Grande do Sul foi selecionado em edital público lançado em 2011. “O objetivo principal desses projetos é apoiar atividades agrícolas desenvolvidas nas cidades e nas periferias. A proposta é que cada estado tenha um centro desse tipo”, diz a coordenadora-geral de Agricultura Urbana e Periurbana do ministério, Maristela Calvário Pinheiro.

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FAO lança livro gratuito sobre costumes, folclores e plantas da Amazônia

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) lançou no dia 23 de dezembro de 2011 em Roma, na Itália, o livro Árvores Frutíferas e Plantas Úteis na Vida Amazônica (Fruit Trees and Useful Plants in Amazonian Life ([ arquivo PDF - 12 Mb ]). A publicação marca o encerramento do Ano Internacional das Florestas.

Pesquisadores brasileiros e internacionais, agricultores, parteiras, caçadores, músicos contribuíram com ideias e experiências. A publicação foi uma coprodução da FAO, do Centro Internacional de Pesquisa Florestal (Cifor) e da organização não governamental Povos e Plantas Internacionais (PPI).

“Esse novo livro é um perfeito exemplo de como fazer nosso conhecimento acessível para ajudar os pobres a maximizar os benefícios dos produtos e serviços florestais e melhorar sua subsistência”, diz o Diretor-Geral Adjunto para Florestas na FAO, Eduardo Rojas-Briales.

Fonte: [ pré-Univesp ]

Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação